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Conteúdo deve ser o item mais importante na gôndola do varejo do futuro

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luizalabs, o laboratório de inovação e tecnologia do Magazine Luiza

Para o varejo, as diferenças entre online e offline estão desaparecendo. Lojas virtuais estão abrindo suas versões físicas, varejistas tradicionais investem em interações digitais e novas ferramentas permitem que lojas sejam tão mensuráveis quanto um e-commerce. O consumidor, por sua vez, está cada vez mais ativo na busca por informações, melhores preços e a hora certa para comprar um produto.

Com os bons resultados das vendas online e o crescente aumento de transações realizadas em dispositivos móveis, há uma oportunidade significativa para o setor otimizar a experiência de compra. Segundo pesquisa divulgada pelo Ibope Conecta, 29% das compras online no Brasil são realizadas em smartphones, e os tablets representam 12%. Os mais jovens são os que mais preferem comprar pelo smartphone com 42%.

O estudo também destaca a importância para o consumidor de obter informações como oportunidades e promoções, além da facilidade na busca de preços que a tecnologia proporciona, até mesmo se estiver dentro da loja, por meio dos dispositivos móveis.

Para aproveitar o melhor momento de compra, o Magazine Luiza criou o Bob, uma aplicação de Big Data, que coleta informações nos canais online, site, mobile e lojas da empresa, e transforma em conteúdo customizado para o consumidor. A aplicação é responsável por todas as recomendações de produtos do magazineluiza.com, entregando sugestões de compras também por e-mails e via redes de display.

O Bob é um dos projetos criados pelo luizalabs, um laboratório de tecnologia e inovação do Magazine Luiza, com o objetivo de criar produtos e serviços com foco no varejo e na melhoria da experiência de compra.

Varejo e conteúdo estão cada vez mais integrados. Até 2005, varejistas viram o comportamento do consumidor mudar com a possibilidade de encontrar as melhores ofertas em mecanismos de busca. Após esse período, com o crescente sucesso da redes sociais, a jornada do cliente ganhou mais um caminho na internet. Agora, uma nova batalha por espaço na decisão de compra está começando: as empresas devem investir em dados e conteúdo para ser a melhor recomendação dos aplicativos no estilo de assistentes pessoais como Google Now, Siri e Cortana.

 

Humanização no varejo do futuro

A digitalização do varejo e o Big Data não resolvem a questão de relacionamento humanizado. Essa preocupação já está na lista das empresas que investem em tecnologia para melhorar o atendimento ao cliente.

A startup Stitch Fix, uma varejista online que mistura Big Data com um toque humano, está mudando a forma como as mulheres compram roupas. A cliente preenche um formulário no site sobre seu estilo e hábitos, e os dados são colocados em um software que compara as informações recebidas com o perfil de diversas pessoas semelhantes para prever quais peças de roupas ela vai querer comprar.

Estilistas da Stitch Fix finalizam a sugestão com indicações pessoais e, por um valor de 20 dólares, as clientes recebem um caixa personalizada pelo correio com algumas peças de roupa e acessórios. Se decidir comprar alguma das peças, o valor da consultoria é abatido do total da compra realizada.

 

Foto: luizalabs

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