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CES 2016: Para onde vai o mercado de eletrônicos

Drone apresentado na CES 2015
Drone apresentado na CES 2015 / CES/Divulgação

Vivemos tempos interessantes. Os objetos estão cada vez mais conectados, mas ninguém sabe ainda quais serão os vencedores do mercado de “internet das coisas”, que vão substituir os computadores (que enfrentam vários trimestres de queda de vendas) e os smartphones (que passam por um período de desaceleração).

Nesta semana, acontece em Las Vegas a CES 2016, maior evento de eletrônicos de consumo do mundo, que deve dar alguma ideia do que vai acontecer nesse mercado este ano e no próximo. Embarco hoje para o evento.

No ano passado, a CES recebeu 176 mil visitantes, de 153 países. Neste ano, a feira deve contar com 3,6 mil expositores, distribuídos em 213 mil metros quadrados.

Abaixo, separei algumas tendências do que deve ser demonstrado na CES 2016.

Streaming e ultra-alta definição

A TV conectada já é uma tendência consolidada no setor de eletrônicos. Muitos painéis da CES deste ano são dedicados ao impacto disso no modelo de negócios de Hollywood e dos canais de televisão.

Boa parte da discussão está voltada ao conteúdo. Entre os principais palestrantes estão Reed Hastings, presidente do Netflix, e Robert Kyncl, diretor de Negócios do YouTube.

Além do vídeo, os jogos eletrônicos distribuídos diretamente para as TVs conectadas devem ser um assunto quente neste ano.

Outros pontos importantes, no que diz respeito às TVs, são o avanço da ultra-alta definição, com os formatos 4K e 8K (que têm, respectivamente, quatro e oito vezes a resolução da alta definição que temos na TV aberta brasileira), e o potencial da TV para se tornar o centro da casa conectada.

Internet das coisas

Esse é um conceito visto pela indústria como a salvação da queda nas vendas de produtos tradicionais, mas que ainda não se consolidou. Ele engloba a casa conectada, a cidade inteligente, a indústria 4.0, os carros autônomos e os computadores vestíveis.

A área de vestíveis está em franca expansão, apesar de os lançamentos feitos até agora, como relógios e pulseiras inteligentes, terem se mostrado produtos de nicho.

Fabricantes de vestíveis e de automação residencial têm presença importante na CES deste ano. Um grande desafio da casa inteligente é a padronização, para garantir que todas as soluções funcionem em conjunto.

Carro conectado

As pessoas brincam que a CES tem se tornado uma feira automobilística. A presença de montadoras no evento tem crescido a cada ano, por causa da aposta crescente da indústria no carro conectado e no carro elétrico.

Mary Barra, presidente da General Motors, e Herbert Diess, presidente da marca Volkswagen, estão entre os principais palestrantes do evento neste ano.

Realidade virtual e aumentada

A CET 2016 tem uma área dedicada a jogos e realidade virtual e outra para realidade aumentada. A Oculus VR, empresa de realidade virtual controlada pelo Facebook, é um dos expositores do evento.

A Associação de Tecnologia de Consumo (CTA, na sigla em inglês) prevê que, este ano, serão vendidos 1,2 milhão de unidades de óculos de realidade virtual, um aumento de 500% sobre 2015. O faturamento do setor deve alcançar US$ 540 milhões.

Drones e hoverboards

Vários expositores vão demonstrar na CES 2016 equipamentos elétricos de locomoção pessoal, que vão além do formato do hoverboard, uma prancha com duas rodas. São bicicletas, skates, triciclos e patinetes eletrônicos.

Em relação aos drones, um estudo da CTA mostrou que foram vendidos 400 mil unidades em 2015 nos Estados Unidos, somente na temporada de festas de fim de ano. No ano passado, o faturamento do setor nos EUA chegou a US$ 105 milhões, o que representou avanço de 52% sobre o ano anterior.

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