inova.jor

inova.jor

Você está preparado para o fim da sala de aula?

Maioria dos estudantes online busca melhoras na carreira / Mary Smith/Creative Commons
Maioria dos estudantes online busca melhorar a carreira / Mary Smith/Creative Commons

A educação passa por uma transformação acelerada, trazida pela tecnologia. Além dos cursos à distância oferecidos diretamente pelas próprias instituições de ensino, plataformas como Khan Academy Coursera ajudam a democratizar o conhecimento, levando cursos a um público que não tem tempo para aulas presenciais ou que mora longe dos locais que oferecem ensino de qualidade.

A Coursera busca parcerias com universidades de primeira linha nos países em que atua. A empresa oferece cursos online da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Insper.

“A maioria dos brasileiros que entram na Coursera quer aperfeiçoar sua carreira”, afirma Carlos Pessoa, gerente geral da empresa para América Latina. No mundo, 51% apontam essa como a principal razão para fazer cursos online. Por aqui, esse porcentual sobe para 61%. O interesse do restante dos alunos é acadêmico.

Os usuários podem acompanhar os cursos de graça, mas pagam se quiserem fazer avaliação e receber um certificado. A Coursera e a universidade são remunerados pelos alunos pagantes.

Por exemplo, o curso de “Programação Java e Desenvolvimento Ágil“, oferecido pelo ITA na Coursera, tem sete módulos e um projeto final, e custa US$ 208, por exemplo.

O Brasil é o quarto mercado para a Coursera, depois de Estados Unidos, China e Índia. A plataforma tem mais de 800 mil alunos no Brasil, com 62 cursos em português brasileiro ou legendados em português brasileiro, e mais 27 em português europeu.  “Os latino-americanos preferem cursos no idioma nativo”, afirma Pessoa.

Assim como em outros países da América Latina, o Brasil tem um problema de infraestrutura de banda larga, que dificulta o desenvolvimento da educação à distância no País. Para contornar essa barreira, os usuários da Coursera podem baixar as aulas no aplicativo do smartphone ou do tablet.

A Coursera oferece principalmente cursos livres, apesar de algumas universidades aceitá-los como créditos. A empresa começou recentemente a oferecer pós-graduação com um MBA completo em parceria com a Universidade de Illinois.

Como ser um aluno online

Carlos Pessoa faz algumas recomendações para quem quiser fazer um curso online e não desistir:

  1. Comece a se acostumar com o ensino online com um curso mais leve e de carga horária menor. O curso em que tem interesse profissional ou acadêmico pode ficar para uma segunda etapa.
  2. Convide um amigo para fazer o mesmo curso, com quem possa conversar sobre o conteúdo e que o incentive a cursá-lo até o fim.
  3. Copie as aulas no tablet ou no celular, para aproveitar bem o tempo e estudar mesmo sem sinal de internet.
  4. Acompanhe pelo menos uma semana de aulas, para então decidir se realmente tem interesse no curso.

O executivo deu uma última dica, que também faz bastante sentido para a Coursera: “Quem decide pagar pelo curso tem menos chance de desistir dele”.

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

Demanda por serviços de nuvem incentiva terceirização de TI / Renato Cruz/inova.jor

Terceirização de TI deve movimentar US$ 7,96 bi em 2021

A terceirização de serviços de tecnologia da informação (TI) deve movimentar US$ 7,96 bilhões no Brasil em 2021. Em 2016, foram US$ 6,68 bilhões. Segundo o relatório Brazilian IT Outsourcing Market, Forecast to 2012, da Frost & Sullivan, o segmento de terceirização de TI corresponde a 48,5% do setor no[…]

Leia mais »
Medicamentos: André Kina, da 4Bio, aponta o custo do capital como um dos maiores problemas para o empreendedor brasileiro / Renato Cruz/inova.jor

4Bio: ‘Empreendedor precisa olhar o caixa com lupa’

No começo do ano passado, André Kina, presidente e fundador da 4Bio Medicamentos Especiais, recebeu uma notícia preocupante do seu diretor financeiro: a empresa teria problemas de capital no quarto trimestre. “O risco era muito grande”, afirma Kina. “Sempre crescemos de forma acelerada e o calcanhar de Aquiles da empresa[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami