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Por que a Microsoft comprou o LinkedIn

Jeff Weiner (presidente do LinkedIn), Satya Nadella (presidente da Microsoft) e Reid Hoffman (presidente do conselho do LinkedIn) / Divulgação
Jeff Weiner (presidente do LinkedIn), Satya Nadella (presidente da Microsoft) e Reid Hoffman (chairman do LinkedIn) / Divulgação

Sob o comando de Satya Nadella, a Microsoft tem feito um movimento forte para a computação em nuvem, ao mesmo tempo em que busca se posicionar como uma empresa mais aberta a parcerias e à integração com outras plataformas.

A aquisição do LinkedIn por US$ 26,2 bilhões, a maior da história da Microsoft, é o segundo grande negócio anunciado durante a gestão de Nadella. Em 2014, a empresa comprou a Mojang, responsável pelo jogo Minecraft, por US$ 2,5 bilhões.

A Microsoft está bem posicionada no mercado de nuvem,  disputando a liderança com a Amazon, mas faltava à companhia uma presença mais forte no mundo das redes sociais.

Caso seja bem-sucedida, a compra permitirá integrar a maior rede profissional do mundo a ferramentas como Skype (chamadas e mensagens), Dynamics (sistemas de gestão de negócios e de clientes), Outlook (correio eletrônico), Azure (computação em nuvem) e ao próprio Office (textos, planilhas e apresentações).

Mobilidade

Além de garantir uma presença interessante para a Microsoft em redes sociais, a compra do LinkedIn dá à empresa de software uma participação importante no mercado de mobilidade. Atualmente, 60% do uso da rede social acontecem no celular.

Isso é importante se for levado em conta o resultado ruim da compra da Nokia pela Microsoft, por US$ 7,2 bilhões, antes de Nadella assumir o posto de presidente da companhia.

No ano passado, a Microsoft foi obrigada a dar baixa contábil de US$ 7,6 bilhões relativos a perdas com a aquisição da fabricante de celulares.

A participação do sistema operacional Windows nas vendas mundiais de smartphones caiu de 2,5% no primeiro trimestre de 2015 para 0,7% no mesmo período deste ano, segundo a consultoria Gartner.

A Microsoft espera concluir a compra do LinkedIn até o fim deste ano. Resta saber se essa vai ser uma aquisição de sucesso, como foi a do Skype, em 2011.

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