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Como as geotecnologias ajudam o agronegócio

Geotecnologias: A Agrotools quer oferecer serviços em nuvem ao pequeno produtor / Secretaria de Agricultura e Abastecimento/Creative Commons
A Agrotools quer oferecer serviços em nuvem ao pequeno produtor / Secretaria de Agricultura e Abastecimento/Creative Commons

Quando estava à frente da Intel Brasil, no ano passado, Fernando Martins anunciou a criação, em parceria com a Jacto, do Centro de Inovação no Agronegócio (CIAg), para aplicar conceitos de big data e internet das coisas ao setor.

Martins acaba de assumir a presidência da AgroTools, uma empresa brasileira de gestão territorial e monitoramento de riscos de ativos biológicos. A nova posição reflete a visão do executivo sobre a oportunidade de aplicação de tecnologias digitais ao agronegócio.

“Até 2050, o mundo terá 9 bilhões de pessoas para serem alimentadas”, afirma Martins. “Nos próximos 40 anos, teremos de produzir a mesma quantidade de alimentos que nos últimos 10 mil anos. Só conseguiremos alcançar a meta de forma sustentada com geocolaboração.”

O Brasil é o segundo maior produtor agrícola do mundo, tendo exportado quase US$ 1 trilhão em produtos agrícolas desde 1999.

Fundada há oito anos por Sergio Rocha, a AgrooTools tem em sua carteira de clientes grandes empresas como Walmart e McDonald’s. “Fazemos big data antes mesmo de existir a expressão big data”, diz Rocha, que continua como presidente do conselho.

As grandes empresas usam os serviços da AgroTools para otimizar os processos nas cadeias de suprimentos e para mitigar riscos. “Elas não querem estar relacionadas a práticas que tenham impacto socioambiental”, explica o fundador da AgroTools.

Para o Walmart, a AgroTools monitora uma área maior do que o Reino Unido, para garantir que seus fornecedores de carne seguem boas práticas. Para o McDonald’s, oferece informações referentes a 2,5 milhões de cabeças de gado.

Geotecnologias

eotecnologias: Fernando Martins, da AgroTools / Divulgação
Fernando Martins, da AgroTools / Divulgação

A ideia de Fernando Martins é tornar as geotecnologias disponíveis ao pequeno produtor, por meio de um serviço colaborativo, no modelo de computação em nuvem.

A AgroTools tem um aplicativo chamado TerrasWeb, que tem esse objetivo. “O modelo é freemium, em que uma parte dos dados é gratuita e outras não”, explica Martins.

A ideia é incentivar que os usuários compartilhem informações. “O fazendeiro que compartilhar o microclima dele tem acesso ao do vizinho”, diz o executivo. “Também é possível incentivar a formação de microcooperativas instantâneas, para a compra de sementes, por exemplo.”

Atualmente, os produtos usam principalmente grupos no WhatsApp para compartilhar esse tipo de informação. “Mas a frase ‘caiu uma geada aqui’ fica perdida no meio das fotos da festa do peão de boiadeiro e da notícia de que alguém bateu o carro.”

Hoje (23/6), a Agrotools promoveu, em parceria com o Google, o evento Agrofuture.

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