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Você está preparado para os carros autônomos?

Consumidores pagariam US$ 5 mil ou mais por carros autônomos / Smoothgroove/Creative Commons
Consumidores pagariam US$ 5 mil ou mais por carros autônomos / Smoothgroove/Creative Commons

Você trocaria seu meio de transporte atual por viagens compartilhadas num táxi sem motorista? É dessa forma que moradores de 27 grandes cidades se imaginam nos próximos dez anos.

Em 2015, a consultoria BCG ouviu 5,5 mil habitantes de 10 países sobre mobilidade urbana e expectativa para os próximos anos. As entrevistas originaram o estudo Veículos autônomos, taxis-robôs e a revolução da mobilidade urbana.

Entre os entrevistados, 58% afirmaram ter vontade de fazer viagens em carros autônomos. A pesquisa ressaltou que as informações foram coletadas antes do acidente fatal com o veículo autônomo da Tesla, o que poderia impactar nesse dado.

A maioria dos futuros adeptos (63%) tem 29 anos ou menos, o que cria a expectativa de aumento no índice de aceitação com o passar do tempo.

Moradores de cidades com maior número de habitantes, como as da Ásia, são os mais propensos a usar esse tipo de veículo.

Oitenta e cinco por cento dos indianos e 75% dos chineses já declaram preparados para usar veículos autônomos no cotidiano.

A facilidade de não ter de se preocupar com vagas de estacionamento, ganhar tempo para ser multitarefa e usar o tempo da viagem para ser mais produtivo são os principais pontos apresentados pelos motoristas que desejam usar carros autônomos.

Viagens compartilhadas

Boa parte dos habitantes de grandes cidades devem usar carros autônomos compartilhados.

A base dessa expectativa é a predisposição de cidadãos que já usam dispositivos de viagens compartilhadas atualmente como Uber Pool e Lift Line.

Segundo o estudo, 37% dos entrevistados pretendem usar os táxis autônomos compartilhados.

Os veículos autônomos devem fazer parte da vida das pessoas em breve.

Cerca de 60% de formuladores de políticas públicas acreditam que pelo menos uma cidade já terá banido o uso de carros tradicionais até 2025, com a chegada da primeira frota de veículos autônomos.

Oslo, capital da Noruega e maior cidade do país, já estuda banir o tráfego de carros comuns no centro nos próximos cinco anos.

As altas expectativas dos governantes estão relacionadas à expectativa de aumento da qualidade de vida dos moradores e a solução de problemas graves causados pela urbanização.

A estimativa é que cidades com veículos próprios e táxis autônomos resultem numa queda de 60% no número de carros nas ruas, de 80% nas emissões de gás carbônico e de 90% nos acidentes de trânsito.

Desafios para governos

Apesar das vantagens, o estudo apresenta alguns problemas a serem enfrentados pelos governantes:

  1. Mudanças no ecossistemas de transporte: Os veículos autônomos podem comprometer o uso de transporte público?
  2. Expansão urbana: O fato de não ter mais que dirigir aumentará a disposição das pessoas em trabalhar nas cidades/regiões centrais?
  3. Diminuição de impostos: Como cidades que recebem receitas através de impostos sobre combustíveis e bilhetes de estacionamento, entre outras taxas relacionadas à circulação de veículos, vão se adaptar?
  4. Financiamento: Quem vai pagar pela nova infraestrutura física e virtual da cidade?
  5. Proteção e privacidade: Como garantir a proteção e armazenamento de dados gerados pelos veículos autônomos?

O estudo analisou ainda quatro diferentes situações em que moradores teriam carros autônomos regulamentados. As simulações podem ser vista em vídeo, com narração em inglês.

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