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O que muda no esporte com o design generativo

Bicicleta criada com software de design generativo / Divulgação
Bicicleta criada com software de design generativo / Divulgação

O que você acha da bicicleta acima? Ela foi projetada por um algoritmo.

Com um software de design generativo, o projetista definiu características gerais do objeto, como dimensões e resistência, e o sistema gerou inúmeras alternativas.

“Com o design generativo, o papel da ferramenta começa a mudar e ela começa a tomar decisões sozinha, claro que baseada em conceitos e regras de projeto definidas por nós”, afirma Raul Arozi, técnico especialista da Autodesk. “Usando a computação infinita ou cloud computing, pode avaliar milhares de alternativas diferentes para resolver um problema.”

O software acaba criando estruturas que dificilmente um humano imaginaria. Quando aplicado ao esporte, o design generativo pode gerar acessórios e equipamentos mais leves, resistentes e personalizados.

Calçados sob medida

Design Generativo: UA Architech / Divulgação
Divulgação

Lançados neste ano, os tênis UA Architech têm a entressola desenvolvida por design generativo e fabricada em impressora 3D.  Num futuro próximo, os calçados podem ser personalizados de acordo com os pés dos esportistas e as características de cada esporte.

Arcos recurvos

Optimal Bow / Divulgação
Divulgação

Criado pelo artista John Briscella, o arco recurvo Tekina foi desenvolvido com um sistema de design generativo. “A forma é gerada por software a partir de dados de material, tolerâncias e restrições para determinar um resultado ideal para o desempenho desejado do arco”, informa o artista em seu site.

Pingue pongue

Bola de pingue pongue de titânio / Divulgação
Divulgação

A bola do tênis de mesa olímpico tem massa de 2,7 gramas e diâmetro de 40 milímetros. O design generativo pode projetar opções com maior resistência estrutural e durabilidade, como a bola acima, feita de titânio.

Próteses esportivas

Denise Schindler / Divulgação
Denise Schindler / Divulgação

A ciclista alemã Denise Schindler fechou uma parceria com a Autodesk para criar próteses esportivas mais leves e resistentes. Ela vem ao Rio no próximo mês para participar da Paraolimpíada. Sua prótese teve o peso reduzido por causa do software de design generativo. A fabricação por meio de impressão 3D reduziu os custos.

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