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Óculos inteligentes criam teclado virtual no braço do usuário

Durante o Futurecom, a NEC apresentou soluções como os óculos inteligentes ARmKeypad / Renato Cruz/inova.jor
Durante o Futurecom, a NEC apresentou soluções como os óculos inteligentes ARmKeypad / Renato Cruz/inova.jor

Imagine conseguir transformar o próprio braço num teclado virtual, no momento em que quiser, para não precisar carregar equipamentos pesados em trabalhos de campo.

O ARmKeypad, uma solução da NEC que combina óculos inteligentes e um relógio de pulso especial, faz exatamente isso.

A tecnologia foi um dos destaques da empresa durante o Futurecom, evento que aconteceu de 17 a 20 de novembro em São Paulo.

E quais são as principais aplicações dessa tecnologia?

“Na área de cirurgia de hospitais, em que existe risco de infecção, o profissional de saúde não precisa carregar laptop ou bloquinho de papel e caneta. Ele simplesmente está com os óculos, olha para o braço e enxerga todos os comandos de que precisa”, exemplifica Daniel Mirabile, presidente da NEC Brasil.

Outro exemplo é o apoio de trabalhadores em locais como torres ou plataformas de petróleo. “No lugar de carregar uma mochila de ferramentas, o profissional só precisa dos óculos. Ele consegue acionar uma série de comandos pressionando apenas o próprio braço.”

O ARmKeypad ainda é um protótipo. “Esse é um exemplo bastante interessante de que estamos trazendo para o Brasil o que tem de mais avançado tecnologicamente no Japão”, afirma Mirabile.

Virtualização de redes

Para o mercado de telecomunicações, a NEC apresentou soluções de virtualização de redes. Nesse tipo de solução, equipamentos de rede são substituídos por sistemas que rodam em servidores.

Daniel Mirabile destacou a solução de virtualização de banda larga, em que funcionalidades que costumam ficar no roteador instalado na casa do usuário são transferidas para a rede da operadora.

“Com isso, boa parte dos problemas que seriam resolvidos somente com a visita de um técnico pode ser solucionada remotamente”, explica o executivo.

Existem outras vantagens. “Quando as funções são virtualizadas, o sistema consegue identificar o problema antes mesmo do usuário”, afirma Mirabile. “Se existe, por exemplo, um problema de configuração de wi-fi, antes de alguém ligar e reclamar, o sistema percebe, corrige e o usuário nem fica sabendo que teve um problema.”

Com isso, é possível reduzir as ligações ao suporte técnico, que, além de serem custosas para a operadora, muitas vezes incomodam o usuário final.

A solução já está em uso por uma grande operadora no Brasil.

Reconhecimento facial

A NEC apresentou no Futurecom duas aplicações de reconhecimento facial. Uma delas foi de check-in para aeroportos. “O sistema já reconhece o passageiro e faz o check-in automaticamente, sem precisar de documentos ou emissão de papel”, explica o presidente da NEC Brasil. “Isso facilita demais a vida do passageiro.”

Outra aplicação foi a de pagamentos por reconhecimento facial. O usuário cadastra o rosto junto à instituição financeira e consegue pagar contas com o simples olhar para uma câmera. O sistema já está sendo usado no Japão por mais de 5 mil pessoas.

O sistema de reconhecimento facial tem alta acuracidade e tempo de resposta muito curto. Em menos de um segundo, o sistema reconhece a pessoa e processa a aplicação que está sendo usada.

Ele compara parâmetros como distância entre olhos, nariz e boca e, por causa disso, consegue reconhecer alguém mesmo que a pessoa tenha mudado o cabelo ou esteja usando chapéu, barba ou bigode.

No Brasil, a NEC tem entre os clientes de seu sistema de reconhecimento facial a Receita Federal, que o utiliza para o controle de passageiros que desembarcam nos aeroportos internacionais, e a Neurotech, que presta serviço de controle de crédito para grandes varejistas.

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