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Case 2016: O que startups consolidadas têm a ensinar

Case 2016: Já consolidado, o Nubank tem a escalabilidade como principal desafio / Mariana Lima / Inovajor
Já consolidado, o Nubank tem com principal desafio ganhar escala / Mariana Lima/inova.jor

Depois de fundar uma startup, várias dúvidas surgem na cabeça do empreendedor. Quando meu produto deixa de ser um mero experimento? Como melhorar a qualidade e eficiência da empresa? Como aumentar a escala do meu produto?

Essas e outras questões foram respondidas na manhã de hoje (7/11), durante o Case 2016.

O encontro contou com a participação de representantes de startups consolidadas no mercado brasileiro, como Nubank, Poup, Viva Real e Kekanto.

Teste seu produto antes de lançá-lo

Gustavo Gorenstein, presidente da Poup, falou sobre a importância do produto mínimo viável (MVP, na sigla em inglês). O protótipo ajuda o empreendedor a testar a ideia antes de lançá-la no mercado.

“O MVP dá a chance para a startup testar o nível de atração e de engajamento de pessoas naquela ideia. Não é possível mais construir todo um produto e colocá-lo no mercado sem saber se há público interessado nele”, disse Gorenstein.

Gorenstein destacou a importância dos testes de reação com o público.

“Escolha para o teste seu público real, aquele que realmente vai usar o produto caso chegue no mercado. Depois, verifique o momento em que eles usam o serviço. É errado testar somente com questionário, porque o usuário não sabe bem o que quer”, afirmou o executivo da Poup.

Cuide da cultura da sua empresa

Quando o produto da startup deixa de ser beta e está no mercado, é preciso consolidar a cultura da empresa.

A cultura de gestão do produto, que foca no serviço da empresa, tornando-o o item mais importante, e que norteia as atividades da empresa, tem ganhado adeptos em companhias de diferentes tamanhos em todo mundo.

Allan Panossian, um dos fundadores do Kekanto e do Delivery Direto, falou da importância de aplicar a cultura de gestão de produtos como forma de unificar os valores e métricas da empresa.

“Nosso maior desafio foi criar uma estrutura com uma cultura em que todo mundo tem esse pensamento de que o produto é a parte mais importante da empresa. Hoje, no Kekanto, todo mundo tem de ter saber muito de produto, independente se ele é engenheiro ou trabalha com vendas”, disse Panossiam.

Alinhe a visão dos diferentes setores

Manter a unidade de diferentes setores numa companhia é um dos desafios das startups.

Marcell Almeida é um dos gerentes de produto do Viva Real. Para ele, alinhar a visão entre os setores da companhia possibilitou aumento significativo de clientes e, consequentemente, da própria startup.

“A empresa inteira tem métricas anuais e os departamentos têm seus deveres quanto a isso. Fazemos o alinhamento dessas metas e pensamos em funcionalidades em nossos produtos que podem cumprir as necessidades do Viva Real”, disse Almeida.

Esteja preparado para crescer

Depois de consolidadas, as startups têm na escalabilidade um grande desafio.

Gabriela Rojas, gerente de produto do Nubank, destacou a necessidade de crescer sem perder a qualidade.

“Nosso diferencial em relação às redes de cartões tradicionais é que damos ao usuário transparência e atendimento diferenciado. Com o aumento de clientes, temos o desafio de manter a qualidade sem usarmos robôs, que quebrariam o atendimento diferenciado”, afirmou.

A alternativa encontrada pela fintech brasileira foi especializar a equipe de funcionários e aumentar as funcionalidades do aplicativo.

“Estamos num passo de amadurecimento, mas os testes não podem parar de acontecer. Nossos concorrentes chegam com produtos semelhantes ao nosso e precisamos sempre buscar o nosso diferencial”, concluiu a executiva, durante apresentação no Case 2016.

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