inova.jor

inova.jor

O que muda com as redes definidas por software

SDN: A Orange fica no Parque Tecnológico de Petrópolis, no Rio de Janeiro / Divulgação
A Orange Business Services está instalada no Parque Tecnológico de Petrópolis, no Rio de Janeiro / Divulgação

PETRÓPOLIS

As soluções digitais que pretendem revolucionar o mundo nos próximos anos – como a internet das coisas – devem impactar diretamente as empresas, principalmente as de grande porte.

Numa época de expectativas da entrada de novas tecnologias, melhorar a conectividade da companhia tende a ser uma boa estratégia para aumentar a produtividade.

A rede definidas por software (SDN, na sigla em inglês) ajuda a enfrentar os gargalos de conectividade.

Nesse conceito, funcionalidades que eram de equipamentos de rede são transferidas para sistemas que rodam num servidor.

A SDN permite maior flexibilidade e poder de gestão, tornando mais fácil configurar e fazer mudança nas redes.

Felipe Stutz, diretor de desenvolvimento de negócios e soluções em rede para América Latina da Orange Business Services, afirma que o mercado brasileiro está entre os que demonstram maior interesse por novas tecnologias.

“A tendência das soluções digitais, na verdade, já é uma realidade em várias regiões. Em nível de ambição, o Brasil não está tão longe dos demais, mas quando falamos em realização estamos distante dos outros países”, diz Stutz.

Entre as principais dificuldades para o País alcançar as demais nações que apostam na nova tecnologia está justamente o problema estrutural de conectividade.

Rede como serviço

Segundo o executivo da Orange, o mercado brasileiro ainda apresenta resistência quando o assunto é se desfazer das antigas e robustas áreas de tecnologia da informação da própria empresa.

“Há muito parque instalado praticamente obsoleto e o cliente não consegue fazer atualização. Para esses clientes mais resistentes oferecemos uma customização, combinando o que há de mais de novo e o antigo existente no local”, diz Stutz, ao completar que o ideal é sempre atualizar os equipamentos.

Carlos Pereira, vice-presidente de serviços ao cliente e operações para a América Latina da Orange, afirma que é preciso apostar na melhora da conexão no aparelho do funcionário, independente de sua posição na empresa.

“O nosso objetivo daqui pra frente é sair do CIO, do gerente, para o usuário (funcionário). Fizemos estudos e percebemos que se não chegarmos logo neles vamos perder o bonde. Porque o cliente interno quer ter cada vez mais controle e os gerentes estão dando apoio para este momento”, diz Pereira.

Para isso, é preciso apostar em tecnologias que garanta a mesma qualidade e estabilidade na conexão de usuários que estão no centro de São Paulo ou numa plataforma de refinaria de petróleo em pleno mar.

Escritórios remotos

Outra dificuldade das multinacionais é integrar e gerenciar várias redes em escritórios espalhados pelo mundo.

Pensando nisso, a Orange lançou o Easy Go Networking, uma plataforma de controle de pequenos escritórios pertencentes a multinacionais, que usa o conceito de SDN.

O projeto ainda funciona como piloto em 75 países no mundo, entre eles o Brasil. Atualmente com a plataforma é possível controlar questões de segurança de diferentes microescritórios acessando a internet.

A plataforma é uma das apostas da Orange para o mercado corporativo brasileiro. A expectativa é que a Easy Go ganhe novas funcionalidades a partir de 2017.

  • A repórter viajou a convite da Orange Business Services

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

Daniel Schurman, do PayPal, falou sobre pagamentos móveis no MWC, em Barcelona / Renato Cruz/Inova.jor

MWC2016: Se quiser, pode pagar com o celular

BARCELONA Agora parece que vai. Gigantes mundiais apostam na popularização do serviço de pagamentos móveis e o Brasil é uma parte importante da estratégia. Durante o evento Mobile World Congress (MWC), que começou hoje em Barcelona, a Samsung divulgou seu planos de lançar, nos próximos meses, do Samsung Pay no Brasil,[…]

Leia mais »
Setor brasileiro de telecomunicações depende menos das grandes operadoras / Oleg Zaytsev/Creative Commons

‘Cenário da competição nas telecomunicações começa a mudar’

O mercado brasileiro de telecomunicações está menos dependente dos grandes players. Operadoras competitivas têm conseguido criar alternativas tanto no acesso e na rede de transporte quanto em conexões internacionais. A participação de mercado das empresas competitivas chegou a 18,8% em agosto deste ano. No fim de 2015, era de 14%.[…]

Leia mais »

2 comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami