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Intel aposta em carros autônomos e 5G

Maurício Ruiz, da Intel, falou sobre as estratégias da empresa para os próximos anos / Mariana Lima/inova.jor
Maurício Ruiz, da Intel, falou sobre as estratégias da empresa para os próximos anos / Mariana Lima/inova.jor

Maior fabricante de microprocessadores do mundo, a Intel deve começar a apostar fortemente em carros autônomos, inteligência artificial, 5G e realidade combinada a partir de 2017.

Para soluções de carros inteligentes, a empresa de tecnologia pretende investir US$ 250 milhões por ano, segundo Maurício Ruiz, diretor geral da Intel no Brasil.

O novo tipo de veículo está no topo da lista de uma série de dispositivos conectados que estão no radar da empresa. Óculos inteligentes e tênis conectados são outros exemplos.

A aposta de uso em larga escala dos carros autônomos é alta para a empresa. Segundo Ruiz, a estimava é que em 2021 já exista uma grande frota desses automóveis circulando pelas grandes cidades.

“Estamos apostando em uma tecnologia que seja aplicável. É claro que hoje o valor desses dispositivos, por conta dos altos investimentos, são possíveis apenas para um público premium. Mas a nossa intenção é massificar a tecnologia”, disse.

Inteligência artificial

Disponibilizar em larga escala e a um preço acessível a maioria da população também é a aposta da Intel para inteligência artificial.

Para isso, a multinacional tem comprado várias companhias menores que possuem soluções nessa tecnologia.

A realidade combinada é outra aposta da empresa que já tem utilizado a técnica no Alloy, seu projeto de games. A tecnologia mescla elementos da realidade virtual e da real, que permitem que o usuário interaja com o ambiente.

“Com óculos de realidade virtual, é possível que o jogador use o próprio corpo para interagir. Se no jogo ele estiver de frente para uma porta, poderá usar a mão para abri-la, tornando a experiência mais real”, disse, acrescentando que o mercado de games será um dos focos da empresa para o Brasil no próximo ano.

Comunicações móveis

O 5G é a tecnologia que ocupa um dos postos mais estratégicos para Intel nos próximos anos. Segundo Ruiz, várias equipes de softwares e hardwares estão focadas em soluções para esse tipo de inovação.

“O 5G está para a internet das coisas assim como 4G estava para os smartphones. Será a tecnologia que vai liberar todo o potencial de conectividade que precisamos para isso. Mas é que claro que não significa que vamos esperar o 5G acontecer para apostarmos em internet das coisas”, afirmou.

Retomada do mercado

A expectativa do IDC de crescimento de 5% na venda de computadores também animou as expectativas da empresa para o mercado brasileiro.

Para o diretor geral da Intel Brasil, a retomada na economia é um dos principais fatores que devem impulsionar a retomada do crescimento de vendas de computadores.

“Em caso da economia não melhorar como o previsto, estudamos criar facilidades para o consumidor para continuar impulsionando esse crescimento de vendas de computadores”, completou.

A estimativa da Intel é que existam 30 milhões de computadores defasados no Brasil e que devem ser trocados em 2017.

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