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CI&T: ‘É preciso ser competitivo globalmente’

Soluções de aprendizado de máquina já são o principal produto da CI&T para clientes nos EUA / Renato Cruz/inova.jor
Soluções de aprendizado de máquina já são o principal produto da CI&T para clientes nos EUA / Renato Cruz/inova.jor

CAMPINAS

Fundada em 1995 em Campinas, a CI&T está entre as empresas de tecnologia mais internacionalizadas do Brasil. Com dois centros de desenvolvimento no País e um na China, deve obter do exterior 40% do faturamento de R$ 400 milhões previsto para este ano. Lá fora, o principal mercado são os Estados Unidos.

“É preciso ser competitivo globalmente”, explica Cesar Gon, presidente e fundador da CI&T. “Além de ser um mercado importante, atuar nos EUA nos dá uma visão mais ampla sobre o mercado.”

Ele cita como exemplo os projetos de aprendizado de máquina (machine learning, um ramo da inteligência artificial) que a CI&T tem desenvolvido para clientes norte-americanos.

Enquanto mobilidade ainda é o carro-chefe da companhia no Brasil, o soluções de aprendizado de máquina são o principal produto nos EUA.

“Não são somente early adopters”, destaca Gon. “No ciclo anterior, quando as companhias brasileiras começaram a demandar mais mobilidade, já estávamos preparados por atender o mercado norte-americano.”

Filhas da Unicamp

A CI&T é uma das maiores “filhas da Unicamp”, empresas criadas por empreendedores que estudaram na Universidade Estadual de Campinas.

No ano passado, havia 286 filhas da Unicamp, que faturaram cerca de R$ 3 bilhões e empregaram 19,2 mil pessoas.

A CI&T emprega 2,3 mil pessoas, sendo 300 fora do Brasil. “Somos o terceiro maior contratador de formandos da área de exatas da Unicamp”, afirma Gon.

Quando surgiu, a CI&T produzia sistemas de gerência de redes. Depois, passou a oferecer desenvolvimento de software em padrão internacional.

Atualmente, os focos estão em áreas como internet das coisas, aprendizado de máquina e transformação digital. “Quando uma área se torna commodity, nós saímos dela”, diz o presidente da CI&T, e cita como exemplo a manutenção de sistemas de gestão SAP.

Laboratório de inovação

No ano passado, a SulAmérica criou o Inova SAS, um laboratório de inovação que tem como parceira a CI&T.

A empresa de tecnologia aplicou metodologias ágeis, análise de dados, prototipagem, impressão tridimensional, análise de dados e desenvolvimento de aplicações móveis para criar soluções de transformação digital para o setor de seguros.

Das soluções criadas pelo Inova SAS, duas vão entrar em produção em breve. Uma delas é um canal de bate-papo para atendimento, integrado ao sistema da Salesforce já adotado pela SulAmérica.

Outra é um aplicativo para melhorar o processo de reembolso médico, que fará a leitura digital do recibo escrito à mão para entrada e validação no sistema.

“Em projetos como esses, exercitamos a tese de inovação aberta, com ciclos rápidos de inovação”, afirma Gon.

Cesar Gon, da CI&T, destaca a importância da inovação aberta / Renato Cruz/inova.jor
Cesar Gon, da CI&T, destaca a importância da inovação aberta / Renato Cruz/inova.jor

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