inova.jor

inova.jor

Mercado Livre quer automatizar ainda mais o comércio eletrônico

O Mercado Livre lançou um sistema de gestão de vendas gratuito para usuários do site / Renato Cruz/inova.jor
O Mercado Livre lançou um sistema de gestão de vendas gratuito para usuários do site / Renato Cruz/inova.jor

Desde a sua criação como site de leilão de usados, em 1999, o Mercado Livre mudou bastante. Atualmente, 90% dos itens vendidos são novos.

As vendas de pequenas empresas para consumidores passaram a responder por grande parte das transações. Cerca de 327 mil pessoas na América Latina têm o Mercado Livre como principal fonte de renda, sendo 111 mil no Brasil.

“O Mercado Livre passou a ser o maior celeiro de empreendedorismo digital no Brasil”, afirma Helisson Lemos, diretor geral do Mercado Livre no Brasil.

Com o tempo, a empresa foi lançando novos serviços, como o Mercado Pago, de meios de pagamentos, e o Mercado Envios, de entregas.

Além de serem novas fontes de receita, essas divisões retiraram obstáculos ao objetivo de gerar negócios entre vendedores e compradores inscritos no site.

Gestão de vendas

Na semana passada, foi lançado o Mercado Backoffice, um sistema gratuito de gestão de vendas para pequenas empresas que vendem seus produtos no site.

O serviço foi resultado da compra da KPL, que desenvolve software de gestão para comércio eletrônico.

“Com o Mercado Backoffice, o tempo estimado gasto com gestão de vendas num mês cai de dez dias para um”, afirma Renato Pereira, diretor do Mercado Backoffice no Brasil.

Além dos benefícios aos vendedores, existem vantagens para o próprio Mercado Livre. Mesmo um serviço gratuito, como o Backoffice, aumenta a capacidade de os usuários fazerem mais negócios.

Para grandes empresas, a KPL mantém um sistema pago, chamado KPL Enterprise.

Gestão de estoque

O próximo passo, segundo Helisson Lemos, é oferecer serviços de gestão de estoque para os vendedores do Mercado Livre.

A empresa planeja oferecer duas opções:

  • fulfillment, em que os produtos vão do fornecedor do lojista para um centro de distribuição do Mercado Livre, que se encarrega de enviá-los aos consumidores; e
  • crossdocking, em que os produtos vão do fornecedor do lojista direto para os consumidores, sem passar por um centro de distribuição.

“Já começamos as primeiras operações de automação de estoque”, afirma Lemos. O serviço, no entanto, ainda não está disponível para todos os vendedores do Mercado Livre.

Fora do Brasil, a Amazon oferece a seus clientes os serviços de gestão de estoque, além de meios de pagamentos e entregas.

 

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

A startup argentina Nuvem Shop mira no e-commerce para empreendedor por necessidade do Brasil / Divulgação

Startups apostam no crescimento do comércio eletrônico

O comércio eletrônico tem crescido a passos largos no País. Com a crise econômica, empreendedores por necessidade têm apostado na internet para fazer negócios. Somente em 2015, 39,1 milhões de pessoas compraram online, totalizando 106,5 milhões de pedidos, segundo pesquisa da Ebit. Os valores do ano passado ainda não foram divulgados, mas a estimativa[…]

Leia mais »
Mercado da Blockbuster foi rompido pelo Netflix, segundo Clayton Christensen

Você sabe o que é ‘inovação rompedora’? Clayton Christensen explica que não

Com o clássico O dilema do inovador, publicado em 1997, Clayton Christensen, professor da Escola de Administração de Harvard, explicou ao mundo o conceito de “inovação rompedora” (“disruptive innovation”, que as pessoas por aqui insistem em traduzir como “disruptiva”). Recentemente, sua teoria da ruptura tem recebido ataques. Andrew King e Baljir Baatartogtokh publicaram[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *