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‘Maioria das operadoras brasileiras ainda opera como commodity’

Operadoras brasileiras passam por processo de transformação digital / Geraldo Magela/Agência Senado
Operadoras brasileiras passam por processo de transformação digital / Geraldo Magela/Agência Senado

Com a nova Lei Geral de Telecomunicações travada no Congresso após embate na Justiça, os investimentos no setor para neste ano não devem ser muito diferentes do que em 2016.

A crise econômica e a instabilidade na aprovação da lei têm segurado investimentos das operadoras, que continuam sendo constantemente pressionadas por melhorias de serviços.

Em entrevista ao inova.jor, Giovani Henrique, presidente da Hansen Technologies na América Latina, fala sobre os desafios do setor, o processo de transformação digital e as principais tendências para os próximos anos.

A Hansen fornece soluções de atendimento ao cliente e bilhetagem.

Quais áreas o senhor acha que receberá maior atenção do mercado este ano?

No setor de telefonia móvel será nas áreas de BSS (sigla em inglês de sistemas de suporte ao negócio). Nos próximos 18 meses mais de 40% das operadoras planejam substituir parte dos BSS/OSS (sigla em inglês de sistemas de suporte às operações), em função da transformação digital requerida pela indústria de telefonia móvel.

Por quê?

A principal razão dessa tendência é a diferenciação de serviços prestados. Ou seja, as operadoras têm de ser mais abertas, ágeis e focadas no cliente. Na telefonia móvel, a concorrência está mais para obter atenção e tempo do usuário. Tempo esse que é finito e precisa ser monetizado de forma eficiente com produtos e serviços inovadores.

As operadoras brasileiras estão em que fase de transformação digital em relação aos mercados internacionais mais maduros?

A maioria das operadoras brasileiras ainda opera em um formato antigo, quase commodity. Tal modelo não é mais sustentável, pois o volume de serviço de voz vem se reduzindo ano a ano. Mesmo com essa característica, nossos serviços chegam a ser melhores que alguns países, como Canadá, por exemplo.

Como assim?

No Canadá para se obter um pré-pago é extremamente lento e complexo, sendo que no Brasil esse é um serviço simples de ser contratado e amplamente oferecido. O desafio da transformação digital é algo que afeta todas as operadoras, independentemente do país. Trata-se de uma tendência que está muito ligada à banda larga para ofertas de serviços de valor agregado, principalmente em grandes cidades. A Hansen acredita muito no mercado de MVNE/MVNO (operadoras móveis virtuais, na sigla em inglês), que podem operar de forma ágil e eficiente em áreas como: experiência do usuário, produto e serviço inovadores.

A qualidade do serviço de telecom é uma reclamação constante dos usuários. Quais investimentos podem ser feitos para melhorar isso?

Trata-se de um grande desafio para os operadores, em relação à infraestrutura necessária e backhaul (rede de transporte) para suportar a demanda de serviços, em função dos smartphones. Precisamos de mais investimentos em infraestrutura de rede para suportar essa crescente demanda.

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