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Como o tablet acabou virando coisa de criança

Depois dos 12 anos, o interesse dos jovens pelos tablets diminui consideravelmente / Steve Paine/Creative Commons
Depois dos 12 anos, o interesse dos jovens pelos tablets diminui consideravelmente / Steve Paine/Creative Commons

O lançamento do iPad, em 2010, foi acompanhado com um misto de desconfiança e euforia. Enquanto alguns se perguntavam para que as pessoas usariam um tablet, outros achavam que ele tinha potencial para resolver problemas de vários setores da economia (inclusive do jornalismo).

A realidade acabou ficando entre esses dois extremos. O tablet foi um produto de muito sucesso, mas não foi capaz de revolucionar o trabalho nem a forma como as pessoas consomem conteúdo.

A consultoria Deloitte, em seu relatório Technology, Media and Telecommunications Predictions 2017, questiona se o tablet já atingiu seu pico de mercado.

A previsão de vendas mundias para este ano são de 165 milhões de unidades, o que corresponde a uma queda de 10% sobre o ano passado.

Adolescência

Segundo a Deloitte, o tablet acabou perdendo espaço porque os smartphones acabaram se tornando maiores e os laptops  mais leves.

Dados da Deloitte mostram que o interesse dos jovens pelo tablet vai até os 12 anos. Na adolescência, cai consideravelmente e o principal dispositivo passa a ser o smartphone.

Posse de tablet e smartphone por idade / Deloitte

“Os tablets se tornaram rodinhas de bicicleta digitais”, afirmou Duncan Stewart, diretor de Pesquisa de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da Deloitte Canadá.

Ou seja, quando ganham mais experiência em dispositivos digitais, as crianças acabam preferindo smartphones.

Quando surgiu, o tablet foi visto como um instrumento promissor de automação de força de vendas, mas acabou sendo trocado por celulares de tela grande.

Atualmente, o espaço do dispositivo tornou-se mais restrito, sendo usado principalmente para consumo eventual de conteúdos, como Galinha Pintadinha ou Patrulha Canina.

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