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Fintech brasileira Biva aposta em crédito estudantil

A Biva quer promover o encontro entre quem quer crédito e quem tem dinheiro pra investir / Biblioteca Juan San Martin/Creative Commons
A Biva promove o encontro entre quem quer crédito e quem tem dinheiro pra investir / Biblioteca Juan San Martin/Creative Commons

Em épocas de crise, o crédito fica mais caro para quem precisa usar no próprio negócio. De outro lado, investidores ficam receosos em investir seu dinheiro em negócios promissores.

Pensando neste mercado, a fintech brasileira Biva quer ser o meio de campo de quem tem dinheiro para investir e de quem precisa de dinheiro para a empresa.

Outras fintechs, empresas tecnológicas que oferecem serviços financeiros, adotam esse modelo. A Geru, por exemplo, capta dinheiro de investidores para emprestar para pessoas físicas.

Criação

A Biva entrou no mercado em maio de 2015, após o impacto das primeiras fintechs de sucesso no País.

“Eu acompanhei o nascimento do Nubank. Quando vi todo o movimento da equipe de criação do serviço decidi que era hora de sair do meu emprego no mercado financeiro tradicional e empreender”, diz Jorge Vargas, CEO da Biva.

De início, a startup recebeu investimento de R$ 1,5 milhão. Posteriormente, um novo aporte de R$ 5 milhões e espera receber uma nova rodada de investimentos até o fim do ano.

Nos três primeiros meses deste ano, a fintech movimentou R$ 16 milhões e espera fechar o último trimestre com R$ 150 milhões em transações.

Modelo

A startup usa um modelo perr-to-peer, montando e oferecendo carteiras com empresas de diferentes tamanhos para investidores que querem apostar em novos negócios.

Para o funcionamento, cobra uma taxa de 1,4% a 6,7% por mês de quem pede investimento. O valor, segundo Vargas, chega a ser 20% menor que o cobrado no mercado tradicional.

O processo de solicitação de crédito é rápido. Em em média 15 minutos, o empreendedor preenche um questionário online informando quanto quer, para quê e em que estágio está a empresa.

A Biva promete uma resposta em até 24 horas.

“É fácil porque temos um sistema todo automatizado para avaliar riscos. Nossa tecnologia verifica redes sociais, como foi feito o preenchimento dos dados no site e endereço de IP, por exemplo”, diz.

Após esse processo, uma entrevista é agendada para confirmar os dados. Boa parte delas é feita por dispositivos como WhatsApp que, acoplado a um sistema cognitivo, calcula a probabilidade de verdade nas intenções de quem está solicitando o crédito.

A agilidade atrai empresas que buscam crédito rápido como pequenas e médias empresas, microempreendedores individuais e startups.

Investidores

Para atrair os investidores a plataforma oferece um retorno médio anual de 22% do valor investido.

As aplicações são feitas em carteiras eletrônicas com diferentes empresas do mesmo porte, montadas pela Biva. O acompanhamento é feito pela própria plataforma da fintech, que garante estabilidade nas carteiras mesmo se em casos de inadimplência entre as empresas.

Educação

O crédito estudantil é a nova proposta da empresa. O projeto-piloto surgiu este ano e conta com 100 alunos-clientes.

Para participar, o aluno precisa estar matriculado em uma das três universidades parceiras: Uninove, Unip e FMU, todas em São Paulo.

“Nós antecipamos para essas faculdades um semestre inteiro com uma taxa de 3%. A ideia é muito interessante para as universidades que estão perdendo alunos para a crise”, diz Vargas.

Nesse caso, as universidades são corresponsáveis pelo pagamento das taxas à Biva. Assim, se um aluno não pagar o crédito, a universidade precisa arcar com os custos.

“Ainda assim as faculdades concordam que é interessante para eles não perderem alunos”, afirma.

A partir do próximo semestre algumas universidades que oferecem curso de pós-graduação também participarão do programa.

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