inova.jor

inova.jor

WND quer conectar coisas à internet com baixo custo

A WND planeja investir US$ 50 milhões em sua rede de comunicação de dados em três anos / inova.jor
A WND planeja investir US$ 50 milhões em sua rede de comunicação de dados em três anos / inova.jor

Pessoas querem cada vez mais capacidade na conexão à internet. Objetos como sensores e medidores, por outro lado, não consomem grandes volumes de dados.

Eles precisam de soluções de baixo consumo de energia e de baixo custo.

A WND é responsável pela operação dos serviços da SigFox na América Latina e no Reino Unido. A SigFox é uma tecnologia de rede de longo alcance e baixa potência (LPWAN, na sigla em inglês).

No Brasil, a WND cobriu 12 regiões metropolitanas e propriedades rurais no Mato Grosso.

“Temos 80 milhões de pessoas cobertas”, afirmou Eduardo Iha, diretor de Negócios da WND, durante o evento Futurecom, em São Paulo. “Nossa rede está disponível hoje para 35% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. No ano que vem, esperamos cobrir 80%.”

Atualmente, a WND tem mais de 20 parceiros no Brasil, que desenvolvem soluções de internet das coisas para diversas verticais.

As áreas prioritárias para a empresa são agronegócio, serviços públicos, segurança, logística e cidades inteligentes.

Iha citou um caso interessante em que um grande produtor rural brasileiro precisava mandar uma pessoa para medir mensalmente a quantidade de insumos distribuída em sua propriedade.

“O principal problema não era nem o custo do funcionário, mas o risco de erro”, explicou o executivo. “Por causa de uma medição errada, ele acabou fertilizando um lote que não precisava, e só percebeu um mês depois.”

Na visão do executivo, a tecnologia SigFox é complementar a outras redes, como a de telefonia celular.

Duração de bateria

A SigFox promete equipamentos e serviços com preços mais baixos.

Segundo José Almeida, diretor de Ecossistema e Dispositivos da WND, um modem GSM, que usa a rede celular de segunda geração, pode sair por US$ 10, com o cartão SIM. “Nosso modem custa US$ 2,60”, destaca.

Além disso, existe a diferença no preço do serviço, que, dependendo do tipo de aplicação, pode custar US$ 1 ao ano.

A tecnologia SigFox é indicada para aplicações como rastreamento de veículos, monitoramento de refrigeradores e pluviômetros no campo.

A bateria pode durar anos, dispensando a necessidade de recarregá-la durante toda a vida útil do dispositivo.

O custo e a grande duração de bateria acabam ampliando as possibilidades de aplicações de internet das coisas.

Num evento recente da SigFox em Praga, foi apresentada uma ratoeira inteligente, equipada com conexão SigFox. O dispositivo avisa quando pega um rato.

“Também vimos a demonstração de um envelope inteligente, que avisa quando foi aberto”, afirmou José Almeida.

Na visão do executivo, existe uma grande oportunidade para a indústria nacional no desenvolvimento de equipamentos conectados, já que se trata de um mercado novo.

“Confiamos no adensamento da cadeia da eletrônica”, completou.

A tecnologia SigFox trabalha com frequências livres, as mesma utilizadas pelo wi-fi, que não precisam de licença da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A WND planeja investir US$ 50 milhões em três anos.

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

Na Garagem da IBM são criados MVPs para testar soluções para grandes empresas / Mariana Lima / inova.jor

IBM cria garagem para agilizar inovação em empresas brasileiras

A IBM Brasil lançou ontem (15/2) a Garagem 1157, um espaço destinado a empresas brasileiras que queiram desenvolver e testar soluções de internet das coisas, blockchain e computação cognitiva. O projeto, que já existe em cidades como São Francisco, Nova York, Tóquio e Toronto, é baseado na metodologia de Garagem Bluemix, desenvolvido pela IBM com[…]

Leia mais »
Infraestrutura: Discussão sobre franquia de dados da banda larga tem se limitado ao acesso / mohsend72/Creative Commons

Falta de investimento pode comprometer internet no Brasil

O Brasil pode voltar a sofrer problemas de conectividade em caso de estagnação dos investimentos em infraestrutura de redes. A expectativa da indústria é que o dispêndio em redes de telecomunicações diminua 15% neste ano, segundo Paulo Castelo Branco, diretor executivo de telecomunicações da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami