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Google amplia investimento em cabos submarinos

O Google tem investimento direto em 11 cabos submarinos, inclusive no Brasil / Divulgação
O Google tem investimento direto em 11 cabos submarinos, inclusive no Brasil / Divulgação

O Google tornou-se uma operadora de telecomunicações?

Por muito tempo, as empresas tradicionais desse mercado têm se queixado das chamadas OTTs, sigla de over the top, companhias que prestam serviços via internet.

As teles costumam reclamar do crescimento explosivo de tráfego de dados, que, segundo elas, não remunera o investimento em infraestrutura.

Parece que o Google tem sentido na própria pele essa falta de investimento. Tanto que, nos últimos anos, vem construindo sua própria rede.

“Gastamos US$ 30 bilhões para melhorar nossa infraestrutura em três anos, e ainda não acabamos”, escreveu Ben Treynor Sloss, vice-presidente de operações 24×7 do Google. “De data centers a cabos submarinos, o Google está empenhado em conectar o mundo e atender nosso clientes de nuvem, e hoje estamos animados de anunciar três novos cabos submarinos e cinco novas regiões.”

As regiões do Google Cloud são Holanda, Montreal, Los Angeles, Finlândia e Hong Kong.

Os novos cabos submarinos, previstos para o ano que vem, são:

  • Curie – cabo próprio para conectar o Chile a Los Angeles;
  • Havfrue – cabo com investimento em consórcio para conectar os Estados Unidos à Dinamarca e à Irlanda;
  • Hong Kong-Guam (HK-G) – cabo em consórcio para interconectar grandes sistemas de comunicação submarina na Ásia.

A rede do Google / Fonte: Google

Investimentos

Com o Curie, o Google torna-se a primeira empresa fora do setor de telecomunicações a investir num cabo submarino intercontinental.

O cabo que vai unir o Chile aos EUA recebeu seu nome em homenagem à cientista Marie Curie.

Em 2008, o Google foi a primeira empresa de tecnologia a investir num cabo submarino como parte de um consórcio.

No Brasil, o gigante da internet faz parte do consórcio que constrói o cabo Monet, que vai unir Santos a Boca Raton, nos EUA, com passagem por Fortaleza.

Seus sócios no projeto são Algar (Brasil), Angola Cables e Antel (Uruguai).

O Google também investiu no cabo Junior, para conectar a Praia Grande, em São Paulo, à Praia da Macumba, no Rio de Janeiro, com tecnologia da brasileira Padtec.

A empresa de internet tem investimento direto em 11 cabos submarinos, alguns deles em planejamento ou construção.

Sua rede formada por enlaces ópticos e cabos submarinos que unem 100 pontos de presença ao redor do mundo.

Segundo o Google, sua rede já é a maior do mundo, transportando 25% do tráfego mundial de internet. Ela é usada pelos seus clientes de nuvem, como o PayPal.

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