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Setor de TI no exterior atrai cada vez mais brasileiros

Os brasileiros são muito adaptáveis a novas culturas, economias, oportunidades e desafios / Faruk Ateş/Creative Commons
O brasileiro é muito adaptável a novas culturas, economias, oportunidades e desafios / Faruk Ateş/Creative Commons

Viver e trabalhar legalmente no exterior está nos planos de muitos profissionais brasileiros. Existem caminhos diversos para pessoas qualificadas e com sólida formação alcançarem esse objetivo.

Mas é fato que os profissionais do setor de tecnologia da informação (TI), quando comparados a profissionais de outras áreas, têm uma considerável vantagem nesse caminho.

O setor de tecnologia se globalizou de forma bastante acelerada nas últimas décadas, em um ritmo intenso.

Com a expansão da modernização de muitas atividades cotidianas, a necessidade por profissionais dos mais diversos ramos de tecnologia também se intensificou.

Sendo assim, diante desse cenário, com demandas sempre imediatas, e do crescimento exponencial do setor de TI, os profissionais bem qualificados, seja em qual parte do mundo estiverem, são rastreados com ofertas para que ocupem rapidamente esses postos em aberto.

Os Estados Unidos, como maior economia do mundo, maior mercado consumidor global e país que abriga o Vale do Silício, berço das maiores e mais inovadoras empresas de TI e outras tantas corporações que utilizam de forma intensa as mais avançadas tecnologias disponíveis, apresenta sempre alta demanda por profissionais desse segmento e lidera no quesito atração de talentos.

Mas outros destinos, como Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Alemanha e Irlanda, também costumam ser grandes receptores dessa mão-de-obra altamente especializada.

Esses países interessados em receber cidadãos brasileiros e de outras nacionalidades ganham ao atrair talentos prontos, sem a necessidade de alto investimento em formação e qualificação dessa mão-de-obra, além de evitar os efeitos do envelhecimento da população economicamente ativa e seus impactos negativos como retração de Produto Interno Bruto (PIB) e declínio de condições sociais.

Especificamente na área de tecnologia da informação e segmentos correlatos, os profissionais graduados em Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Engenharia de Sistemas e com experiência relevante têm muitas portas abertas no exterior.

Domínio de línguas

Leonardo Freitas, da Hayman-Woodward / Divulgação
Leonardo Freitas, da Hayman-Woodward / Divulgação

No mercado de trabalho é cada vez mais valorizado ter uma experiência em outra cultura, em outro país. No passado isso era um diferencial.

Mas, no atual cenário, é um requisito praticamente indispensável no currículo de quem planeja ser um profissional de destaque em sua área de atuação.

Mas um ponto fundamental para que essa trajetória seja bem-sucedida é o domínio de línguas.

Seja qual for o destino escolhido, dominar ao menos o inglês é um requisito básico importante. Esse idioma é a língua do profissional expatriado e a mais utilizada pelos profissionais que atuam globalmente no setor de TI.

Outro aspecto importante, e que conta a favor dos brasileiros, é a base cultural. O brasileiro, por viver uma grande miscigenação de etnias, religiões, já está mais preparado, já nasceu e vive em um ambiente favorável à adaptação multicultural.

O país já passou por ditaduras e hoje é uma democracia livre, apesar das turbulência no cenário político. Com todos esses aspectos, o brasileiro se torna muito mais adaptável a novas culturas, economias, oportunidades e desafios.

Essa junção de fatores, ao contrário do que alguns ainda possam imaginar, faz dos brasileiros profissionais únicos, disputados e muito valorizados no mercado de trabalho internacional.

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