inova.jor

inova.jor

Qualcomm: ‘Precisamos de alocação de espectro para 5G’

A quinta geração das comunicações móveis (5G) deve trazer mais mudanças à vida das pessoas que as anteriores.

“O 5G é uma revolução, mais do que uma evolução, porque tem características muito diferenciadas”, afirma Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm para a América Latina, em entrevista exclusiva ao inova.jor TIC.

Para a nova tecnologia chegar ao Brasil, são necessárias a alocação e a licitação do espectro radioelétrico.

“O 5G vai funcionar em duas frequências, abaixo de 6 GHz, que são as frequências que normalmente usamos hoje para celular, e novas frequências, na banda milimétrica, de 26, 27, 30 GHz, ou até acima disso”, explica o executivo.

Aplicações do 5G

Steinhauser destaca aplicações importantes do 5G: “Uma delas é o massive IoT (sigla em inglês de internet das coisas), a massificação de conectividade sem fio a qualquer objeto. Bilhões e bilhões de usuários de dispositivos, que serão conectados à internet, em velocidades muito diferentes. Algumas a muito alta velocidade e outras a muito baixa velocidade”.

Outra é a expansão da banda larga móvel. “A banda larga móvel chegará a uma quantidade muito grande de objetos e à velocidade muito alta, de até 20 gigabits por segundo ou mais”, destaca.

Por fim, o 5G permitirá aplicações de missão crítica. “Pelo fato de ter latência muito baixa, abaixo de 1 milissegundo, e confiabilidade altíssima. Poderemos realizar funções que até agora não poderemos fazer, como carros que se autodirigem e cirurgias remotas.”

Papel do governo

Steinhauser ressalta a importância do papel do governo para viabilizar a chegada do 5G: “Por um lado, é quem aloca e licita o espectro radioelétrico, que é o oxigênio do mundo celular. Por outro, regulamenta distintos novos usos que trará a internet das coisas e o 5G, como carros autodirigidos e drones. E, por último, o Estado muitas vezes tem o papel de estimular a adoção de novas tecnologias, que são importantes para dinamizar a economia e a sociedade”.

O presidente da Qualcomm explica que a internet das coisas não depende do 5G, com dois padrões definidos no 3rd Generation Partnership Project (3GPP) já sendo adotados no Brasil.

“Podemos nos beneficiar de padrões abertos que permitirão uma expansão rápida do mundo de IoT. Mas obviamente, com 5G, teremos muito mais capacidade e o custo de operação será menor”, complementa.

Para saber mais sobre 5G e internet das coisas, assista à entrevista exclusiva em vídeo com Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm para a América Latina, para o inova.jor TIC, que tem apoio da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

A estratégia de internet das coisas da Samsung passa por todas linhas de produtos / Renato Cruz/inova.jor

CES 2017: Samsung quer que você converse com a geladeira

LAS VEGAS A Samsung anunciou hoje (4/1) a segunda geração de sua linha de geladeiras conectadas, chamada de Family Hub 2.0. Uma das principais novidades foi a incorporação de comandos de voz. É possível, por exemplo, pedir para a geladeira (que tem uma tela sensível ao toque integrada) tocar músicas[…]

Leia mais »
A Bellus 3D criou um scanner que se conecta ao celular e capta imagens 3D do rosto / Renato Cruz/inova.jor

CES 2017: Conheça 10 projetos criados por startups

LAS VEGAS O Eureka Park é o espaço que reúne startups na CES, evento de eletrônicos de consumo que terminou semana passada em Las Vegas. Neste ano, reuniu cerca de 600 empresas iniciantes de várias partes do mundo. Abaixo, destaco 10 projetos interessantes apresentados por elas. Scanner facial Sediada em[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami