inova.jor

inova.jor

LCA: ‘Boas políticas de TICs podem trazer um salto de produtividade’

Em 2012, o Brasil estava na 48ª posição do Índice Global de Competitividade, do Fórum Econômico Mundial. De lá para cá, perdeu 32 posição, caindo para o 80º lugar.

No mesmo período, a Rússia ganhou 29 posições e a Índia 19. A queda no ranking fez com que o Brasil ficasse atrás de outros países latino-americanos, como México e Colômbia.

“O Brasil precisa ganhar competitividade via produtividade”, afirma Cláudia Viegas, diretora de Regulação Econômica da LCA Consultores, em entrevista ao inova.jor TIC. “Ou seja, fazer mais com menos recursos, para que consigamos ter uma aceleração de crescimento econômico num tempo relativamente curto.”

O resultado reflete, em grande parte, a falta de políticas adequadas de tecnologias da informação e da comunicação (TICs).

A LCA Consultores fez há alguns anos o estudo Brasil Digital Inovador e Competitivo 2015-2022, a pedido da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), com uma série de propostas de políticas públicas.

As sugestões não foram seguidas e, além de cair no ranking, o país deixou de gerar mais de R$ 200 bilhões em renda, o equivalente a 3,2% da renda nacional em 2017.

“As TICs realmente têm um efeito de transbordamento em todos os setores da economia, que faz com que o país tenha um salto de produtividade e consiga ter um ganho de produção expressiva”, explica a consultora.

Políticas públicas

Cláudia Viegas ressalta a necessidade de políticas públicas adequadas que criem um ambiente favorável para atrair mais investimento privado e para massificar os serviços de telecomunicações.

“Massificação de serviços significa levar infraestrutura em condições de uso, com oferta e demanda andando juntas”, diz.

Segundo ela, existe atualmente uma paralisação das pautas relevantes do setor de telecomunicações, como a demora na votação do projeto de lei da Câmara (PLC) 79, que atualiza a legislação das telecomunicações.

“O PLC 79 é importante porque estamos chegando num momento bem relevante, que é o fim das concessões do STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado)”, afirma Cláudia. “O Brasil demora em trazer essa discussão. Quanto mais tempo passa, mais difícil vai ser para dar um bom desfecho para isso, para a modernização do marco regulatório.”

Para saber mais a respeito da visão de Cláudia Viegas, da LCA Consultores, sobre a importância das TICs para a competitividade, assista à entrevista em vídeo para o inova.jor TIC, que tem apoio da Telebrasil.

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

Entre as experiências imersivas, estava a realidade virtual / Divulgação

Com experiências imersivas, Klabin debate inovação na prática

Como fazer com que clientes, fornecedores e colaboradores possam vivenciar, na prática, temas essenciais de inovação e sustentabilidade? Durante o evento Inova Klabin, os públicos de interesse da fabricante de papéis puderam participar de experiências imersivas para debater na prática essas questões. “A Klabin completará 120 anos de história em[…]

Leia mais »
Luiz Tonisi, da Nokia, defende que o Brasil adote políticas públicas que beneficiem tecnologias como 5G e internet das coisas / Paulo Bueno/inova.jor

Nokia: ‘Leilões não devem ser arrecadatórios’

O mercado brasileiro de telecomunicações tem muitas oportunidades. Tecnologias como a quinta geração das comunicações móveis (5G) e a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) permitirão criar serviços para os usuários atuais e para novos segmentos. “No Brasil, precisamos criar um ambiente regulatório que seja melhor para todos”,[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami