inova.jor

inova.jor

Como a carne sintética vai mudar nossas vidas

A carne sintética da Impossible Foods é oferecida em 3 mil restaurantes / Divulgação
A carne sintética da Impossible Foods é oferecida em 3 mil restaurantes / Divulgação

A carne sintética promete mudar a indústria de alimentos. Startups de várias partes do mundo trabalham para produzi-la.

São duas estratégias principais: desenvolver produtos com características da carne a partir de vegetais e cultivar células animais em laboratório.

Ainda não é possível criar um bife dessa forma, mas hambúrgueres e almôndegas já são feitos assim.

Produzido a partir de vegetais, o hambúrguer da Impossible Meats já é vendido em 3 mil restaurantes nos Estados Unidos, Hong Kong e Macau.

A empresa tem como meta eliminar a necessidade de criação de animais para produção de alimentos em 2035.

A Impossible Food criou uma maneira de produzir em laboratório, a partir de levedura geneticamente modificada, leghemoglobina de soja.

A leghemoglobina é uma hemoproteína, assim como a hemoglobina encontrada no sangue. 

Segundo a Impossible Food, a alta concentração de leghemoglobina consegue dar à carne sintética o mesmo gosto da tradicional, consumindo menos recursos na sua produção.

“Produzir o Impossible Burger consome cerca de 75% menos água, gera cerca de 87% menos gases de efeito estufa e exige cerca de 95% menos terra que a carne tradicional bovina”, destaca a empresa.

Cultivo de células

A segunda forma de desenvolver carne sintética, a partir do cultivo de células animais em laboratório, está um pouco mais longe do mercado.

O processo ainda é muito caro, mas os custos têm caído.

O primeiro hambúrguer feito pela holandesa Mosa Meat custou cerca de US$ 300 mil. O objetivo da empresa é chegar a US$ 11 em 2020.

Uma almôndega da americana Memphis Meats tem custo de produção de US$ 1,2 mil.  

A criação de animais para alimentação é responsável por cerca de 15% da emissão de gases de efeito estufa causada pela humanidade, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Um terço da produção agrícola tem como destino a alimentação de animais para o abate. Eles também consomem 8% da água potável do planeta.

Além do efeito ambiental positivo, a carne sintética é livre de contaminação química e de micro-organismos.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne do mundo. 

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

O Brasil precisa definir frequências e participar ativamente da definição do padrão de 5G / Ericsson/Divulgação

5G traz as comunicações móveis para a era do gigabit

A quinta geração (5G) coloca as comunicações móveis na era do gigabit. A tecnologia deve permitir acessos a 1 gigabit por segundo (Gbps), velocidade conseguida atualmente em acessos fixos de fibra óptica. Além disso, é componente essencial da internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), ao oferecer latência (tempo[…]

Leia mais »
Geotecnologias: A Agrotools quer oferecer serviços em nuvem ao pequeno produtor / Secretaria de Agricultura e Abastecimento/Creative Commons

Como as geotecnologias ajudam o agronegócio

Quando estava à frente da Intel Brasil, no ano passado, Fernando Martins anunciou a criação, em parceria com a Jacto, do Centro de Inovação no Agronegócio (CIAg), para aplicar conceitos de big data e internet das coisas ao setor. Martins acaba de assumir a presidência da AgroTools, uma empresa brasileira de[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *