inova.jor

inova.jor

Cresce o acesso à internet financiado por publicidade

Publicidade: O aeroporto de Curitiba é um dos pontos com hotspot wi-fi da Linktel / Infraero/Divulgação
O aeroporto de Curitiba é um dos pontos com hotspot wi-fi da Linktel / Infraero/Divulgação

O que você acha de ver um anúncio para poder navegar na internet de graça? Operadoras de telecomunicações começam a apostar no modelo de publicidade para ampliar suas fontes de receita.

Em maio, a Vivo lançou um serviço chamado Data Rewards, em que o cliente do celular tem a opção de ver o vídeo de um anunciante para estender sua franquia de dados.

“A percepção foi positiva”, afirma Fernando Luciano, diretor de Serviços de Valor Adicionado e Inovação da Vivo.

O cliente pré-pago ou controle que usou todo o pacote de dados vê um anúncio, responde a uma questão (para provar que realmente prestou atenção ao vídeo) e ganha 10 megabytes.

Entre os anunciantes do serviço estão a Unilever, Friboi, Jeep e Mondelez, com a marca Trident. A Universal Pictures divulgou filmes como Warcraft, Jason Bourne e Pets.

“Desenvolvemos o Data Rewards no Brasil, e outras operações da Telefônica estão adotando o serviço”, disse o executivo.

Segundo o executivo, as marcas conseguem falar com um público segmentado e até mandar mensagens de acordo com a localização.

Para quem viu o trailer de Warcraft e estava próximo de uma sala de exibição, a Vivo enviou uma mensagem multimídia com o horário do filme.

“A taxa de cliques foi oito vezes maior que a média”, destaca Luciano.

Hotspots

Outro exemplo de operadora que oferece acesso em troca de exibição de publicidade é a Linktel, que opera hotspots wi-fi em mais de 6 mil pontos do País.

“A maioria desses hotspots são gratuitos, com patrocínio”, conta Jonas Trunk, presidente da Linktel. “Mais de 6,5 milhões de pessoas passaram pelos hotspots da Linktel.”

Segundo Trunk, a Olimpíada aumentou o interesse das empresas em anunciar nos acessos wi-fi. No ano passado, a Linktel faturou cerca de R$ 300 mil em publicidade.

“Tive que reinvestir na eletrônica que suporta a rede, para suportar a publicidade”, afirmou o executivo. “Muda a forma de autenticar o cliente.”

Normalmente, para usar o wi-fi de graça, o consumidor precisa baixar um aplicativo ou assistir a um vídeo. “O anunciante recebe o cadastro do cliente, e pode trabalhar com ele para virar lide”, destacou Trunk. “Ele sabe quem é o usuário e onde ele acessou a internet.”

Entre os clientes de publicidade da Linktel estão a MasterCard, Citroën, Banco do Brasil, TAM e Magazine Luiza.

A Linktel recebeu mais de R$ 20 milhões em investimentos, e está presente em aeroportos, shopping centers, supermercados, cafeterias, hospitais e laboratórios clínicos, entre outros pontos.

A empresa tem um contrato de 10 anos para fornecer wi-fi à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), do qual já se passaram dois anos.

Publicações relacionadas

A Sandro Moscoloni é uma fábrica de calçados masculinos de Franca que vende pelo WhatsApp / Divulgação

Varejistas transformam o WhatsApp em ferramenta de vendas

O WhatsApp está instalado em 91% dos smartphones brasileiros, segundo pesquisa da Conecta. O serviço de mensagens é mais popular até que o Facebook, empresa a quem pertence. Essa popularidade faz com que varejistas, principalmente de menor porte, adotem o WhatsApp não somente para contato com clientes, mas como ferramenta[…]

Leia mais »

São Paulo terá batalhas de startups de inteligência artificial

Batalhas entre startups com soluções em inteligência artificial decidirão qual empresa será o novo participante da Wayra, aceleradora do grupo Telefônica, que também é dona da Vivo. O vencedor também receberá apoio da Microsoft. A competição acontecerá em 9 de dezembro e é organizada pela empresa norte-americana BigML em parceria com[…]

Leia mais »