inova.jor

inova.jor

Operadoras apostam em vídeo, big data e drones

Amos Genish, presidente da Vivo, apresenta os novos modelos de negócio da operadora para telecom / Foto: Mariana Lima
Amos Genish apresenta parceria da Vivo com a francesa Vivendi / Mariana Lima/inova.jor

Com a queda na demanda por serviços de voz e a competição crescente de aplicativos de internet, as operadoras de telecomunicações buscam novas fontes de receita.

O aplicativo Studio+ é uma das apostas da Telefônica Vivo para diversificar seu modelos de negócios. Com a plataforma, os clientes da Vivo poderão assistir a séries feitas exclusivamente para dispositivos móveis.

O projeto é fruto da parceria entre a operadora e a francesa Vivendi, controladora do Canal+. O contrato prevê exclusividade de exibição de séries nacionais e internacionais pelo canal da Vivo por três anos.

Em contrapartida, a operadora cobrará uma assinatura dos clientes. O valor varia de R$ 3,99 por semana num modelo pré-pago a R$ 12,99 por mês no pós-pago.

O novo modelo de negócio da Vivo foi apresentada por Amos Genish, presidente da operadora, como uma forma de diversificar os negócios, durante o Futurecom 2016.

“Nós não queremos ser uma operadora baseada apenas em conectividade. Queremos oferecer modelos de negócios para nossos clientes que vão além disso e esses aplicativos fazem parte dessa nossa nova estratégia digital”, disse Genish.

A operadora oferece cerca de 80 serviços que geram receitas extras. Os aplicativos são focados em educação, segurança, saúde e entretenimento. Esses novos serviços já trazem cerca de R$ 1 bilhão anuais aos cofres da Vivo.

A Vivendi era a controladora da GVT, empresa fundada por Genish que foi comprada pela Telefônica.

Drones e big data

A TIM Brasil aposta em tecnologias como drones e big data para ampliar suas receitas.

“Ao avaliar nosso big data, conseguimos melhorar a infraestrutura de rede e o portfólio oferecido aos nossos clientes, além de ganhar agilidade no lançamento de produtos. Por que não compartilhar isso com outros setores interessados?”, disse Luís Minoru, diretor de Estratégia da TIM Brasil.

A empresa tem como caso de sucesso uma parceria realizada com a prefeitura do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos deste ano.

Durante o evento, a TIM ofereceu dados de concentração de clientes à administração municipal, o que auxiliou o planejamento estratégico de transporte e limpeza pública, por exemplo.

Outra parceira da operadora é a Embrapa. Drones com acesso 4G fazem o monitoramento em tempo real de áreas estratégicas para agronegócio.

A parceria com startups também é uma aposta da TIM para buscar mais inovação. “Não somos uma OTT, nem seremos uma, mas a proximidade com elas nos ensina a ser mais ágeis”, disse Minoru.

OTTs (sigla de over the top) são empresas que oferecem serviços via internet, como Facebook, Google e Netflix.

Publicações relacionadas

Google Notícias passa a ter checagem de fatos / Divulgação

Google Notícias ganha checagem de fatos

O Google Notícias lançou ontem (15/2) seu recurso de checagem de fatos na Argentina, Brasil e México. A ação é parte do esforço da empresa para combater notícias falsas na sua plataforma de busca. No Brasil, a checagem é feita pela Agência Lupa, Aos Fatos e Agência Pública. Ao fazer uma pesquisa e[…]

Leia mais »
Mercado da Blockbuster foi rompido pelo Netflix, segundo Clayton Christensen

Você sabe o que é ‘inovação rompedora’? Clayton Christensen explica que não

Com o clássico O dilema do inovador, publicado em 1997, Clayton Christensen, professor da Escola de Administração de Harvard, explicou ao mundo o conceito de “inovação rompedora” (“disruptive innovation”, que as pessoas por aqui insistem em traduzir como “disruptiva”). Recentemente, sua teoria da ruptura tem recebido ataques. Andrew King e Baljir Baatartogtokh publicaram[…]

Leia mais »