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Como os certificados digitais podem reduzir a burocracia

Membros da Geração Y são os que mais procuram serviços contra burocracia / Chris Jong/ Creative Commons
Pessoas da geração Y são as que mais procuram serviços contra burocracia / Chris Jong/Creative Commons

A tecnologia tem ajudado pessoas do mundo inteiro a economizar dois bens valiosos: tempo e dinheiro. Mas a burocracia ainda consome esses dois itens na vida de centenas de milhares de pessoas.

A boa notícia é que um número crescente de empresas de tecnologia tem apostado em soluções para problemas burocráticos nos últimos anos. E o certificado digital é uma das ferramentas de desburocratização.

Com auxílio dessa tecnologia, uma pessoa ou empresa pode confirmar automaticamente dados pessoais como uma assinatura, sem precisar gastar tempo e dinheiro com papéis e cartórios.

Para isso, é necessário ir pessoalmente até uma empresa de certificado digital fazer o cadastro pessoal e pagar o valor de um plano, normalmente anual. O processo dura, em média, 40 minutos e precisa ser renovado ao fim do plano.

O certificado digital pode ser usado para autorizar transações bancárias de alto valor ou assinar contratos sem necessidade de autenticidade em cartório.

Pelo celular

Há oito anos no mercado, a Soluti é uma das empresas que oferecem soluções em certificado digital.

Michel Medeiros, presidente da Soluti, afirma que, apesar das facilidades oferecidas pela tecnologia, poucos brasileiros ainda a procuram para reduzir a burocracia.

“Dos nossos 30 mil clientes, 99% são empresas obrigadas pelo governo a ter certificado digital para emitir nota fiscal”, diz.

Os demais clientes, segundo Medeiros, pertencem à geração Y, que consideram o tempo mais importante que o dinheiro.

“Para essas pessoas, ter a facilidade de receber um documento por e-mail, abrir e assinar pelo celular, de forma segura e sem ter de ir ao cartório, é a melhor coisa. Eles entenderam que a tecnologia traz facilidades, diferentemente dos mais antigos, que a veem como obrigação”, diz.

A segurança dos dados é garantida por um sistema de criptografia ponta a ponta usado durante o tráfego dos documentos pela internet. A tecnologia prevê ainda a possibilidade de tornar todo o documento confidencial.

No Brasil, desde 2010 o governo exige a certificação digital de empresas que trabalham sob o regime de lucro presumido ou de lucro real.

Apesar de não existir obrigatoriedade para pessoas físicas, a Receita Federal dá prioridade de restituição para quem usa a certificação digital na sua declaração de imposto de renda.

A expectativa é que novos mercados passem a exigir o certificado digital no Brasil nos próximos anos.

“A internet das coisas é uma tecnologia que precisará de garantias como dessa solução, mas acredito que o mercado de saúde, para garantir autenticidade de prontuários e exames, será o próximo a obrigar o uso de certificado digital. Quem se adequar primeiro sairá na frente”, completa Medeiros.

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