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Sensores monitoram mudança climática na Amazônia

O lago do Januacá é uma das regiões escolhidas para estudar os impactos ambientais na Amazônia / Rodrigo Borges
O lago do Januacá é uma das regiões escolhidas para estudar os impactos ambientais na Amazônia / Rodrigo Borges

Um grupo de 150 cientistas de diversos países vai aplicar sensores e análise de dados para estudar o funcionamento da Amazônia em condições naturais e como ele será afetado pelas mudanças no uso de solo e clima.

A agenda foi definida em encontro do Programa de Grande Escala Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), em Manaus.

O LBA é considerado o maior projeto de cooperação científica internacional em estudos de interações entre a floresta amazônica e as condições atmosféricas e climáticas.

Durante os próximos anos, os cientistas vão focar suas pesquisas no ciclo de carbono e de metano na Região Amazônica. Para isso, usarão sofisticados aparelhos tecnológicos de monitoramento climático.

Supercomputação

Leonardo Oliveira, responsável pelo Laboratório de Instrumentação Eletrônica do LBA, disse ao inova.jor que o programa usa “o que existe de ponta no mundo hoje para pesquisa de clima, atmosfera, interação atmosfera-biosfera, concentração de gases e supercomputação para cálculo de modelos”.

Os programas são instalados em torres de monitoramento espalhados na Amazônia. Entre eles está o Infrared Gas Analyser (Irga), uma técnica usada nos sensores das torres para medir os gases de efeito estufa como dióxido de carbono e metano.

Outra ferramenta são os anemômetros sônicos, que revelam, durante a medição de ventos por pulsos sônicos, os fluxos de carbono naquela região.

Satélites, rádios e dataloggers são usados para armazenamento e transferência de dados. Além de uma estrutura complexa de tecnologia da informação para conexão de equipamentos.

Efeito estufa

Com o auxílio desses e outras tecnologias os cientistas querem comprovar se áreas alagáveis da Amazônia têm se tornado fontes de gases de efeito estufa, especialmente de gás carbônico e metano.

As pesquisas também avaliarão os distúrbios causados por eventos climáticos, como extremas cheias e secas severas. Os impactos de usinas hidrelétricas nos igapós da região na estrutura e composição das florestas alagáveis também serão tema de estudo.

A agenda de atividades terá como base 20 projetos de pesquisa. Os estudos serão financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fapeam e Fapesp.

As pesquisas devem gerar uma base de dados que nortearão as políticas públicas de preservação e de inovação do governo voltada para as questões ambientais.

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