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Startups oferecem serviços para reduzir preços de viagem

Cresce o número de startups que tornam a viagem mais barata / Infraero/Creative Commons
Cresce o número de startups que tornam a viagem mais barata / Infraero/Creative Commons

Diante da situação econômica desafiante, os brasileiros têm procurado alternativas mais baratas de hospedagem e transporte aéreo para conseguir viajar.

MaxMilhas é uma plataforma lançada em 2013 como um marketplace de passagens de aviões.

A startup coloca em contato quem quer vender milhas e quem busca passagens mais baratas. Como retorno, recebe uma comissão de 15% a 30% do valor dos bilhetes.

“As pessoas se cadastram para vender, escolhem o valor das milhas oferecidas e nós mostramos no nosso site e aplicativo as oportunidades para quem quer comprar”, diz Max Oliveira, presidente da MaxMilhas

A plataforma compara os preços das passagens oferecidas por milhas pelos cadastrados com as disponíveis nos sites das companhias aéreas.

Segundo a startup, um vendedor de milhas cadastrado pode ganhar até 50% a mais na plataforma do que na venda para agências de viagens.

Para o comprador, a economia média por compra de passagem é de R$ 550, afirma Oliveira.

“A crise trouxe um efeito positivo para o nosso negócio. Porque de um lado as pessoas querem e precisam viajar mais barato. De outro, vemos um movimento de antigos viajantes para o exterior aproveitando as milhas para ganhar uma renda a mais”, explica.

Max Oliveira, da Max Millhas / Divulgação
Max Oliveira, da Max Millhas / Divulgação

Até dezembro do ano passado mais de 150 mil pessoas haviam negociado passagens ou milhas pela plataforma.

No quarto ano de funcionamento e sem investidor externo, a startup tem vendas anuais de R$ 100 milhões. A expectativa para 2017 é chegar à marca de 1 milhão de bilhetes vendidos.

“Usamos a estratégia de crescimento baseada em bootstrapping, na qual a startup se desenvolve por meio do reinvestimento de recursos próprios. Como a MaxMilhas fatura desde o início de operação, conseguimos fazer esse reinvestimento constante para aprimorar plataforma e serviços”, completa o executivo.

Hospedagem

O Airbnb é uma das plataformas que mais cresce no mundo. A enorme variação de acomodações disponíveis – que vai de castelos a sofás na casa de desconhecidos – atrai quem quer economizar.

Somente no ano novo, a plataforma registrou 2 milhões de hóspedes pelo mundo, que conseguiram suas acomodações pelo aplicativo.

Os países mais requisitados foram Estados Unidos, França, Austrália, Espanha e Grã-Bretanha.

A empresa cobra uma taxa tanto dos anfitriões quanto dos hóspedes. Os que oferecem alojamento precisam pagar 3% do valor da reserva e os visitantes uma taxa entre 6% e 12% do valor.

No Brasil, o Airbnb tem ganhado cada vez mais adeptos. Ao todo, são 100 mil anunciantes de hospedagem e 622 mil hóspedes registrados.

Em agosto do ano passado a empresa fez uma pesquisa, junto ao Instituto Datafolha, sobre a aceitação da plataforma por brasileiros.

Dos quase 2,7 mil entrevistados, 96% disseram ver vantagens tanto para quem quer economizar com hospedagem quanto para quem quer fazer dinheiro extra.

CORREÇÃO: Diferentemente do que foi noticiado na primeira versão deste texto, a MaxMilhas registra vendas anuais de R$ 100 milhões, e não faturamento. A expectativa para este ano é chegar a 1 milhão de bilhetes vendidos, e não 1 bilhão.

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