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Startup de inteligência artificial LegalBot vai representar o Brasil em Tóquio

Inteligência artificial: Alexandre Bess, CEO da LegalBot, apresentou a startup na semifinal, no Brasil / Mariana Lima / inova.jor
Alexandre Bess, presidente da LegalBot, apresentou a startup durante semifinal no Brasil / Mariana Lima/inova.jor

A LegalBot, startup que usa inteligência artificial para lidar com normas e regulações, será a representante brasileira na final da Global Open Innovation Business Contest 5.0, no próximo mês, em Tóquio.

A empresa venceu a semifinal hoje (2/2) em São Paulo. Outras cinco startups participaram da última etapa no Brasil: Beenoculus, Naked Monkey Games, LightUp, Fisioatual e Inside Places.

O principal produto da LegalBot é o Monitor Regulatório, uma plataforma que usa inteligência artificial e robôs digitais para facilitar o tratamento de dados regulatórios.

O modelo de software como serviço (SaaS, na sigla em inglês) foi o escolhido pela empresa.

Antiburocracia

A plataforma coleta normas de forma automática e utiliza inteligência artificial para identificá-las, classificá-las, ordená-las e priorizá-las.

A partir daí, aplica um algoritmo de recomendação com aprendizagem dinâmica, que personaliza a distribuição dos documentos e facilita o trabalho burocrático.

Segundo o presidente da LegalBot, Alexandre Bess, o Monitor Regulatório aumenta em até 3 mil vezes a produtividade, precisão e controle de quem precisa lidar com normas diariamente.

“Para alguns setores que precisam de muita atenção com as normas regulatórias, como instituições financeiras, o Monitor Regulatório facilita muito as atividades diárias”, disse.

Atualmente, segundo Bess, o produto é usado por 80 usuários.

Final no Japão

A startup foi escolhida por especialistas e executivos convidados pela NTT Data e pela Everis, organizadoras do evento. A escolha se deu devido a sinergia de interesses das empresas no produto criado pela startup.

Caso vença a etapa internacional, a LegalBot ganhará US$ 30 mil para aplicar no desenvolvimento do projeto.

Além disso, a equipe vencedora trabalhará por três meses com funcionários da NTT Data para desenvolver um protótipo para ser oferecido aos clientes da companhia.

A consultoria Everis é controlada pela japonesa NTT Data.

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