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Para concorrer com Correios, startup combina rede postal própria a aplicativos

EasyPost promete fazer entregas sem filas e sem interação com humanos / Divulgação
EasyPost promete fazer entregas sem filas e sem interação com humanos / Divulgação

O mercado de entregas de documentos e produtos é bem tradicional no Brasil. Dominado pelos Correios, o setor de entregas começa a receber entrantes totalmente digitais.

A startup carioca EasyPost, por exemplo, entrou no mercado no início de janeiro, com uma rede postal própria aliada a aplicativos de celular.

Com investimento inicial de R$ 18 milhões, a startup atende as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo e tem como foco os clientes que os Correios não conseguem achar.

“Há centenas de endereços que não existem nesses catálogos. Muitas pessoas deixam de receber seus produtos por conta disso”, diz João Mendes, um dos fundadores da plataforma.

Pontos de envio e entrega

Terminais foram colocados em locais estratégicos, como aeroportos, supermercados, postos de gasolina e áreas centrais de grande circulação.

Neles, é possível enviar ou retirar objetos e documentos depositados em outro terminal EasyPost.

Para não haver confusão na hora da retirada, uma notificação é enviada para o e-mail e por SMS ao destinatário, informando o local em que está a encomenda e o código que deve ser usado para retirar.

“O processo todo é automatizado e instintivo. Ao receber os códigos, o usuário pode digitar no sistema do terminal e destravar a gaveta em que está o objeto. Não há filas durante o processo. É uma forma ágil de entregar produtos em áreas que são caminho das pessoas”, afirma Mendes.

Logística

A empresa realiza em média 1 mil entregas por dia, com a promessa de que o produto estará em outro terminal em até 24 horas. Para que isso ocorra, conta com uma equipe de 10 funcionários, entre eles, quatro sócios.

Os valores para entrega variam entre R$ 15 a R$ 20, de acordo com o tamanho dos objetos. E podem ser pagos tanto pelo próprio sistema do terminal quanto pelo aplicativo do celular.

“O sistema não exige nenhuma interação direta com atendentes. É assim que conseguimos dar velocidade à entrega dos nossos clientes”, diz Mendes.

A empresa espera uma nova rodada de de investimentos ainda este ano para expandir o serviço por São Paulo e Rio, e ainda adquirir espaços em Brasília, Curitiba e Belo Horizonte.

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