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Ainda falta muito para a transformação digital

Dell: Gonçalves e Honorato (d.) falaram sobre transformação digital / Renato Cruz/inova.jor
Gonçalves e Honorato (d.) falam sobre transformação digital / Renato Cruz/inova.jor

A Dell Technologies, em parceria com a Intel, divulgou recentemente um estudo indicando que somente 6% das empresas brasileiras de médio e grande porte podem ser consideradas líderes digitais.

Segundo a pesquisa, apesar de poucas estarem prontas, 37% contam com um plano digital maduro e fazem investimentos em inovação e 33% investem de forma gradual e com maior cautela.

São 22% as empresas que se movem muito lentamente e 2% não contam sequer com um plano digital.

“O desafio da transformação digital é de sobrevivência”, afirma Luis Gonçalves, vice-presidente sênior e gerente geral da Dell EMC Brasil.

Conduzida pela Vanson Bourne, a pesquisa ouviu 4,6 mil grandes e médias empresas em 42 países, incluindo o Brasil.

O que é transformação digital

“Transformação digital é um termo muito genérico”, reconhece Gonçalves. A pesquisa levou em conta fatores como:

  • estratégia de tecnologia da informação (TI),
  • transformação da força de trabalho, e
  • desempenho de negócios digitais.

Em seu site, a Dell aponta que a transformação digital permite que as empresas tenha um “modelo de negócios que melhora continuamente, é movida a dados e possibilita a entrega de produtos melhores e mais inovadores”.

Para isso, a fornecedora de TI enumera três soluções:

  • internet das coisas,
  • análise de dados, e
  • desenvolvimento ágil de software.

A consultoria Forrester destaca que a transformação digital significa operar de uma maneira diferente:

“O digital não é um canal – e a transformação não é um projeto. O propósito fundamental da transformação digital não é digitalizar uma situação existente, mas reimaginar um modelo de negócios inteiramente diferente, que coloca a tecnologia em seu centro.”

Banco digital

A Dell apresentou o caso de um de seus clientes, o Next, banco digital do Bradesco, como exemplo de transformação digital no Brasil.

Ele foi criado para atender principalmente a faixa de público hiperconectado, de 18 a 35 anos. Existem 55 milhões de brasileiros nessa faixa.

“É um cliente que quer atendimento digital”, explica Jefferson Honorato, diretor do Next no Bradesco, acrescentando que o banco digital conta atualmente com 550 mil clientes ativos.

“Conseguimos em média 5 mil novos clientes por dia, e 82% não eram clientes do Bradesco”, diz o executivo.

Segundo Honorato, o Next é, ao mesmo tempo, um negócio e um laboratório.

O sistema digital de cadastro de novos clientes, por exemplo, foi desenvolvido para o Next e incorporado pelos canais digitais do Bradesco.

Por outro lado, o motor de crédito usado pelo Next é o mesmo que já existia para o Bradesco.

“Nosso modelo é disruptivo, mas responsável”, explica.

Barreiras à digitalização

Apenas 15% das empresas brasileiras acreditam fortemente que, num prazo de cinco anos, estarão em posição de incomodar no lugar de serem incomodadas pela concorrência.

Elas identificaram, na pesquisa da Dell, o que consideram as principais barreiras à digitalização:

  • regulamentação ou mudanças nas leis (33%);
  • preocupações com privacidade e cibersegurança (31%);
  • sobrecarga de informação (30%);
  • fraca governança digital e estrutura (26%);
  • falta de habilidades e conhecimentos internos adequados (24%).

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