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Por que o blockchain não é imune a ataques

Ataque ao Ethereum Classic mostra que blockchain não é tão seguro / paul bica
Ataque ao Ethereum Classic mostra que blockchain não é tão seguro / paul bica

O blockchain, tecnologia por trás de criptomoedas como o bitcoin, tem sido apontado como imune a ataques.

Mas fatos recentes, discutidos em reportagem da Technology Review, mostram que não é bem assim.

No mês passado, criminosos digitais roubaram US$ 1,1 milhão em Ethereum Classic, num ataque conhecido como 51%.

Nesse tipo de ataque, os bandidos assumem mais da metade do poder computacional que mantém a rede da criptomoeda.

Isso permite que eles reescrevam os registros, que têm cópias distribuídas nas máquinas que participam da rede.

Dessa forma, conseguem gastar duas vezes as mesmas moedas, fraudando o sistema.

Da teoria à prática

Segundo a Technology Review, até o ano passado esse tipo de ataque era praticamente teórico.

Se alguém quisesse atacar o bitcoin, segundo estimativas, gastaria US$ 260 mil por hora em poder computacional, o que tornaria o ataque inviável.

Existem, no entanto, mais 1,5 mil criptomoedas sendo negociadas no mundo e, quanto menor a rede, mais vulnerável ela é.

O Ethereum Classic foi a primeira entre as 20 criptomoedas mais negociadas do mundo a sofrer esse tipo de ataque.

A reportagem aponta outros tipos de vulnerabilidades, como erros na implantação do blockchain e brechas no software de cliente ou nos contratos inteligentes, dependendo da aplicação.

Algumas startups, como a AnChain.ai, têm desenvolvido sistemas de segurança para monitorar as transações em criptomoedas e identificar movimentações anômalas.

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