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Conheça o elevador que ‘fala’ com o técnico e antecipa falhas

Elevador: thyssenkrupp aplica inteligência artificial à manutenção de elevadores / Divulgação
thyssenkrupp aplica inteligência artificial à manutenção de elevadores / Divulgação

Num mundo cada vez mais conectado, são crescentes as oportunidades de aplicação de análise de dados em projetos de engenharia.

Um exemplo disso são os elevadores da thyssenkrupp, que, por meio do MAX, solução de manutenção preditiva que utiliza recursos de inteligência artificial e IoT, tornam as viagens das pessoas mais confortáveis e seguras.

Funciona assim: o serviço coleta dados do elevador em tempo real, enviando-os para a plataforma em nuvem Microsoft Azure. A partir da análise desses dados por um algoritmo exclusivo, é possível obter um diagnóstico sobre o funcionamento do elevador e, dessa maneira, prever com antecedência possíveis falhas no equipamento.

Com isso, os técnicos de manutenção podem atuar no elevador antes mesmo que o problema ocorra, evitando que ele fique fora de operação.

Quando o elevador tem algum problema, perceptível pelos dados coletados, o MAX aciona um técnico imediatamente por um aplicativo próprio.

Em seguida, faz análise das possíveis causas e sugere meios de resolver aquela pane ou problema mecânico.

“A digitalização é fundamental. Traz confiabilidade e agilidade aos clientes e funcionários que, no mundo atual, demandam respostas rápidas”, diz Paulo Manfroi, vice-presidente de serviços da thyssenkrupp Elevadores. “O MAX deve atender às expectativas de todos envolvidos no transporte por meio de elevadores.”

Qualidade e conforto

Paulo Manfroi, da thyssenkrupp / Divulgação
Paulo Manfroi, da thyssenkrupp / Divulgação

O técnico, primeiramente, é acionado de maneira mais eficaz. Ele recebe via aplicativo no seu smartphone a informação sobre o elevador que apresenta alguma falha. É tudo feito de maneira direta, sem intermediários. O cliente, por sua vez, é comunicado quando o técnico já está a caminho para solucionar o problema.

Assim, a chegada ao local tende a ser mais ágil. A solução também surge rapidamente, já que o aplicativo, comandado pela inteligência artificial, sugere os melhores caminhos a seguir.

O cliente que utiliza o elevador, além de ter seu problema resolvido com agilidade, não fica desamparado. Com um aplicativo próprio, consegue se comunicar com o MAX e saber se a equipe técnica já foi acionada e o tempo previsto para o equipamento voltar a funcionar.

“As pessoas hoje buscam comunicação rápida, confiança, conforto, conveniência e custo”, diz Manfroi. “Ao digitalizar todo o processo, conseguimos atender a todos esses requisitos necessários no mundo moderno e digital.”

Inteligência artificial aplicada

O MAX acaba de ser lançado no Brasil e está conectado a dezenas de clientes. No entanto, a meta da thyssenkrupp é ousada. Segundo Manfroi, a empresa quer atingir 50% da carteira de clientes em até três anos.

Nos EUA, Alemanha, Espanha e Coreia do Sul, a tecnologia já está instalada em mais de 125 mil elevadores.

A empresa admite que, por vezes, precisa fazer um “trabalho de formiguinha”. Falar com zeladores, síndicos, administradores de condomínio. O importante, porém, é mostrar a força da transformação digital.

Quanto mais dados são coletados, segundo Mafroi, melhor será a confiabilidade do MAX. “O machine learning permite que o algoritmo do MAX saiba por que uma falha ocorreu e qual foi a causa. A partir dessa análise, a engenharia pode estabelecer e melhorar o produto”.

Mundo digital

Até ano que vem, serão 50 bilhões de coisas conectadas, segundo estudo da Cisco. E 90% do total dos dados armazenados no mundo foram criados nos últimos dois anos, de acordo com a Sysorex.

Com tantas coisas conectadas à internet, a obtenção de dados começa a ficar ainda mais impressionante.

A digitalização surge como um caminho para que os dados transitem entre coisas e pessoas. É a facilitação de um entendimento amplo e complexo.

Na engenharia, processos que anteriormente demandavam tempo e especialistas, começam a contar com ajuda de inteligências artificiais que analisam dados brutos e coletados de máquinas.

Por exemplo: uma inteligência artificial aplicada à alguma máquina consegue compreender seu funcionamento geral. Problemas, manutenção e falhas podem ser antecipadas graças aos dados que são coletados. Tudo fica mais fácil e barato.

E isso, de alguma maneira, também acaba afetando a vida do usuário final.

“A digitalização e a análise de dados chegaram para impactar positivamente a vida de todo mundo”, diz Manfroi. “Estou ansioso para ver o que vem por aí.”

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