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Qual é a estratégia da Xiaomi para sua volta ao Brasil

Qual a estratégia da Xiaomi para sua volta ao Brasil
Fabricante anunciou seu retorno com evento em São Paulo / Divulgação

A fabricante chinesa Xiaomi está de volta ao Brasil. Após uma temporada longe, a empresa anunciou seu retorno com sete novos smartphones e “uma centena” de produtos conectados.

Além disso, vai abrir uma loja física própria em São Paulo e firmou parcerias locais para conseguir operar em larga escala.

A estratégia, como ficou evidente no evento de abertura, é muito diferente da primeira empreitada da Xiaomi, em 2015.

Assim, na época, a empresa decidiu arriscar ao lançar um celular mais básico, vendido apenas online. A recepção não foi boa.

Então, logo em seguida, tentou reverter a situação, mas não conseguiu.

Assim, saiu do País alguns meses depois, sem fazer barulho ou anúncio oficial. Até hoje, a fabricante não explica sua saída temporária.

Agora, o foco são celulares intermediários ou topo de linha. E os produtos estarão em lojas físicas — sejam próprias ou de grandes marcas.

“O projeto atual foi pensado para as pessoas terem contato com o produto”, disse Luciano Barbosa, responsável pela entrada da empresa no Brasil.

“Queremos que as pessoas vejam, toquem, sintam, entendam o que vendemos”.

Pilares da Xiaomi

Logo no início de apresentação da “nova cara da Xiaomi no Brasil”, um problema no projetor deixou o executivo da empresa sem ter o que falar.

Primeiro, fez uma brincadeira sobre a ausência da fabricante nos últimos anos. “Demoramos tanto para chegar no Brasil, vamos esperar mais um pouco”, brincou Barbosa.

Em seguida, mesmo sem o projetor, apresentou os pilares que devem reger a empresa daqui pra frente.

O primeiro é a parceria com a DL, fabricante brasileira de tablets e smartphones básicos, que vai fazer toda a operação da empresa no País. Homologação e pós-venda, por exemplo.

O segundo pilar é a vinda da versão brasileira dos celulares, mesmo importados. A ideia é adaptá-los para o gosto real do mercado brasileiro.

Por fim, a Xiaomi firmou compromisso de trabalhar com margem mínima de lucro. A ideia é bater de frente com marketplaces que trazem o produto importado e, por vezes, até R$ 1 mil mais barato.

“Com os produtos que estamos trazendo, queremos atingir outro tipo de consumidor”, disse Barbosa, ao ser questionado sobre essa fragilidade frente aos produtos importados.

“Acreditamos que a resposta seja natural e as pessoas nos procurem com o passar do tempo”.

Novo catálogo

Na linha de celulares, as duas principais apostas da empresa são o Mi 9 e RedMi Note 7.

O primeiro, topo de linha, será vendido por R$ 4 mil e acompanha câmera tripla, tela de 6,3 polegadas e sensor de digitais na tela.

O outro, intermediário, chega por R$ 1,7 mil, câmera traseira dupla e bateria com duração de 36 horas.

Além dos dois, a Xiaomi traz o RedMi Go, Pocofone FI, Note 6 Pro, RedMi 7 e Mi 8 Lite. Os preços oficiais dos aparelhos não foram apresentados.

Porém, o que chamou a atenção no evento de abertura foram os itens inteligentes lançados — e outros, nem tanto.

A empresa traz ao mercado brasileiro produtos como patinete elétrico, sensores conectados, lâmpadas inteligentes e até aspirador de pó robô.

“São mais de cem produtos. Queremos facilitar a vida das pessoas por meio da tecnologia”, disse Barbosa.

Além disso, alguns itens convencionais também foram apresentados, como mochilas, fones de ouvido, um óculos de sol e até um guarda-chuva.

Por fim, a ideia é que tudo fique exposto e à venda na loja oficial da marca, no Shopping Ibirapuera, em São Paulo, a partir do início de junho.

“É um novo momento da marca no Brasil”, disse o executivo.

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