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C6 Bank: ‘Inovação nasce de muita disciplina, não de caos’

C6 Bank: 'Toda a empresa bebe da água da inovação'
Gustavo Torres lidera as iniciativas de inovação no C6 Bank / Renato Cruz/inova.jor

No começo do mês, o C6 Bank lançou sua plataforma de serviços financeiros para pessoas físicas e jurídicas.

Em sua fase de pré-lançamento, iniciada em maio, o banco abriu 200 mil contas.

Em outubro de 2018, antes mesmo de começar a operar, o C6 Bank criou um programa de mentoria de startups no Opp, hub de empreendedorismo que ocupa um andar em sua sede.

Gustavo Torres, Chief Innovation and Experience Officer do C6 Bank, conversou com o inova.jor sobre como gerar ideias novas e implementá-las.

Confira abaixo os principais trechos da conversa.

Na sua visão, quais são os diferenciais de vocês em relação ao mercado?

A primeira coisa que destaco como diferencial é a experiência [do usuário]. Ela não é convencional para banco, mas convencional para tudo o que ele faz nos aplicativos do seu dia a dia.

Falando em produto, acredito que o C6 Kick seja o mais disruptivo. Ele faz a transferência de dinheiro apenas com um número de celular. Aliás, é um diferencial até para quem está recebendo, já que escolhe qual o destino do dinheiro.

O cliente não precisa mais do número da conta, do CPF, da agência. É com um toque.

Também tem o Taggy, que é um serviço para pagamento de pedágios automático e sem mensalidade. É um cartão de débito dentro do seu carro.

Como vocês trabalham a inovação no C6 Bank?

Primeiramente, trouxemos toda a parte da experiência de usuário para o chapéu de inovação. Assim, usamos todas as metodologias e disciplinas para que os produtos já nasçam com o mindset de inovação.

Quando falamos em desafiar o status quo, não é porque transferência é transferência a vida inteira que não podemos mudar essa experiência. Hoje, a experiência da transferência é diferenciada no C6.

Com a quebra de status quo, fazemos com que toda a empresa beba dessa água de inovação. Todos pensam diferente.

As tecnologias de infraestrutura, por exemplo, também são criadas para suportar nossas inovações.

Existe vantagem por vocês terem surgido agora?

O mundo está passando por uma transformação tecnológica muito grande. Isso faz com que muita coisa que era inviável se torne viável.

Falar de uma transferência feita com um único toque, há cinco anos, era impensável. Agora, então, podemos criar produtos que desafiam o mindset do mercado.

Além disso, é muito mais fácil de plugar novas tecnologias. O sistema está pronto para elas. Como isso, conseguimos criar uma cadência de entregas de produtos.

A organização interna também ajuda a aumentar a agilidade?

Inovação nasce de muita disciplina, não de caos. O primeiro ponto para atingirmos isso foi criar uma cultura de valores para atrair as pessoas certas. Para chegarmos onde queremos chegar.

Um segundo trabalho foi a criação do modelo organizacional. Até hoje, ele não está cravado em pedra. Cada time pode trabalhar de um jeito diferente. Não precisamos ser robozinhos. Precisamos respeitar as pessoas.

Depois, um terceiro ponto, é sabermos onde queremos chegar e o que queremos ser. Queremos que todos tenham um mesmo objetivo.

Como funciona a relação do C6 Bank com os clientes?

Uma parte do atendimento, hoje, já é feita por meio de um bot. Ele é para dúvidas corriqueiras do dia a dia.

Quando temos um tema que exige uma resposta mais complexa, o bot já desvia para o atendimento. Isso significa que ninguém precisa esperar.

Assim, criamos um modelo híbrido para que tenhamos também atendimento humanizado.

Quando estávamos fazendo pesquisa sobre o banco, entendemos muito os clientes.

Mais de 80% das pessoas tinham dúvidas com termos de investimento. Assim, criamos uma área educativa pra mostrar o que é um CDB, por exemplo.

Também entendemos que as pessoas queriam facilidade para bloquear e desbloquear o cartão. É uma ação simples e que deixa as pessoas mais confortáveis.

E como é o relacionamento do C6 Bank com startups?

Também mantemos startups e aceleração sob o chapéu de inovação. Acreditamos que é positivo construir comunidades. Colocamos as pessoas mais seniores do banco para interagir com startups.

Além disso, todas as startups são ligadas ao funcionamento do banco. Se não criarmos uma coisa muito focada, teremos um modelo em que as pessoas ganham um impulso de oportunidade e, depois que saem daqui, isso acaba.

Ou seja: temos o banco criando coisas inovadoras com um ecossistema de inovação completo ao nosso lado.

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