inova.jor

inova.jor

Investir em internet das coisas é questão de sobrevivência

A internet das coisas melhora a competitividade da indústria / Renato Cruz/inova.jor
A internet das coisas melhora a competitividade da indústria / Renato Cruz/inova.jor

As indústrias brasileiras começam a se conscientizar sobre a importância da internet das coisas (IoT) para melhorar produtos e processos de fabricação.

Trata-se de tecnologia necessária porque cria base fundamental para a aplicação de inteligência artificial (IA) e para o uso de aprendizado de máquina (machine learning), que contribuem para melhorar a competitividade.

Ainda há alguma resistência em investir nesse sentido e isso acontece por dois motivos.

O primeiro é o desconhecimento, o que demonstra que ainda é preciso fazer uma evangelização sobre o tema, especialmente com os executivos das empresas.

O outro motivo se deve a alguns projetos-piloto fracassados de IoT. É uma realidade que não se pode esconder. Mas também há inúmeros casos comprovados de sucesso que podem e devem animar as indústrias a adotarem essa tecnologia.

Acredito que nos próximos três ou quatro anos haverá um boom de investimentos em IoT.

Especialmente porque os que pretendem investir em IA vão se dar conta de que essa tecnologia só tem valor se houver dados disponíveis, e não apenas dados históricos que são obtidos por meio de outros sistemas como os ERPs, Manufacturing Execution System (MES) e CRMs, mas inclusive e principalmente, dados em tempo real, que chegam por meio de sensores e das plataformas de IoT.

É assim que se consegue desenvolver algoritmos que vão fazer uma análise relevante do que ocorreu e do que está acontecendo no presente e, dessa forma, o algoritmo aprende e vai sugerir melhorias que podem ser feitas nos produtos e nos processos de fabricação.

Internet das coisas na prática

Hélio Samora, da Industrial-IoT Solutions / Divulgação
Hélio Samora, da Industrial-IoT Solutions / Divulgação

Como funciona a indústria hoje sem IoT?

O produto (qualquer produto, como avião, smartphone, softwares etc.) é criado com base nas necessidades do cliente ou mercado.

Adicionalmente são realizadas pesquisas para identificar o que o usuário quer para que esses requisitos se transformem em funcionalidades do produto.

A questão é que, de fato, o fabricante não sabe como o produto e quais funcionalidades estão sendo usados pelo cliente.

E, para criar nova versão, em geral as empresas verificam as falhas, as questões de qualidade, e ainda as solicitações de melhoria feitas pelos clientes e dos problemas recorrentes que vêm do suporte ou assistência técnica.

Só que esse feedback chega, na maioria das vezes, muitos meses depois que o produto foi lançado.

Uma máquina ou equipamento com tecnologia IoT embarcada vai informar ao fabricante,  em tempo real, como o produto está sendo usado, por que e quando falhou, e dessa forma vai ser possível enviar uma equipe de manutenção antes que a máquina quebre e ainda tomar decisões tais como sugerir melhor uso ou aumentar ou reduzir a garantia. 

No caso de software, o desenvolvedor pode reduzir o número de programadores numa área e focar em outras, entregando, assim, as funcionalidades mais usadas ou pedidas pelos usuários.

Um exemplo é o dos futuros carros autônomos que terão sensores em pneus porque se estes furarem, o carro não vai parar sozinho e trocá-los. Alguém vai ter que fazer isso.

Idem para o caso de calibração dos pneus. Se um sensor receber também as informações de desgaste e das condições da estrada, mostrará que dali a alguns quilômetros os pneus terão que ser calibrados mais rapidamente para evitar potencial problema.

Só uma solução de IoT com IA vai fazer isso.

Necessidade de investimento

Em linhas gerais, se não houver um investimento maciço em automação do chão de fábrica, em IoT e IA, dentre outras tecnologias, o Brasil vai perder a guerra e a indústria de manufatura morrerá.

Na verdade, as indústrias de todos os segmentos têm que pensar nisso e começar a agir imediatamente. É uma questão de sobrevivência.

Publicações relacionadas

Com auxílio da tecnologia, mais pessoas serão incluídas no mercado financeiro / Unsplash

Tecnologia leva inclusão financeira às classes C, D e E

A fatia desbancarizada da população brasileira é enorme e só agora, com a ajuda da tecnologia, essas pessoas passaram a ser consideradas e atraídas ao sistema financeiro. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que o Brasil tem 45 milhões de excluídos do sistema bancário. Estatística brasileira Responsáveis pela movimentação de[…]

Leia mais »
Pedro Soethe e Luís Guedes (d.) falam sobre cidades inteligentes / inova.jor

Start Eldorado discute cidades inteligentes

Como estão as cidades inteligentes no Brasil? Na quarta-feira (23/1), participaram do Start Eldorado Pedro Soethe, especialista técnico de Arquitetura, Engenharia e Construção da Autodesk no Brasil, e Luis Guedes, professor da FIA Business School. Você pode ouvi-lo abaixo: Quando ouvir O programa Start Eldorado vai ao ar todas as quartas-feiras, às 22h, na Rádio[…]

Leia mais »