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O varejo não é mais físico ou eletrônico, ele é integrado

Varejo brasileiro tem impacto de 63,4% no PIB  / Pixabay
Varejo brasileiro tem impacto de 63,4% no PIB / Pixabay

Ter participado do evento NRF no começo deste ano foi crucial para entender a evolução no mercado de varejo e tecnologia.

E o que ficou claro é que essa evolução se refere cada vez mais à experiência do consumidor e a como as empresas farão para se aproximar desse público-alvo.

Fato é: o varejo não é mais físico ou eletrônico, ele é integrado

Agora os vendedores não abordam mais os clientes como antes, oferecendo diversos produtos ou insistindo pela compra.

Eles optam por fazer um primeiro contato, seja físico ou olho no olho e se colocam à disposição para tirar dúvidas.

Afinal, as pessoas já pesquisaram preços no momento que entram nas lojas físicas.

Elas estão ali porque querem ter a experiência que a loja online não oferece. 

O público está cada vez mais informado e preparado.

Perfil dos consumidores

Max Camargo, da Solo Network / Divulgação
Max Camargo, da Solo Network / Divulgação

Então é fundamental que os vendedores estejam um passo à frente, e busquem um amplo conhecimento não só do negócio, mas do mercado e do perfil dos consumidores também.

Dessa forma, estarão preparados para responder perguntas mais difíceis e ainda surpreender com novas informações.

Noto que a tecnologia já faz parte da vida das pessoas, e quando bem empregada no varejo traz muitos benefícios. 

Um exemplo pode ser visto nos setores de calçados e vestuários, que possibilitam o cliente ver a peça em seu corpo por meio de câmeras inteligentes, sem precisar vesti-la de fato.

Essa é uma solução interessante se pensarmos em pessoas de mais idade ou acima do peso que não podem ou não querem vestir uma roupa ou calçar um sapato na loja, mas querem ter uma ideia de como a peça ficará no corpo. 

A mesma ideia vale para produtos de beleza e até para o segmento de casa & decoração, onde aplicativos medem o espaço e informam se determinado móvel caberá naquele ambiente.

A tecnologia é uma facilitadora para quem está em busca de compras mais práticas. 

Varejo e tecnologia

Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, o varejo brasileiro tem um impacto de 63,4% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, cerca de R$ 6,6 trilhões. 

O que percebo é que não existe varejo sem tecnologia. 

A Black Friday é um grande exemplo disso, proporcionando para as empresas a realização de vendas online em poucas horas, enquanto as unidades físicas podem demorar meses para vender os mesmos produtos.

A estimativa é que o comércio eletrônico movimente 106 bilhões em 2020, um aumento de 18% sobre o ano passado, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). 

Quem está aproveitando muito bem o atual momento do varejo são as startups que proporcionam tecnologias como robôs vendedores, conexões entre comerciantes e distribuidores e o troco digital.

Os robôs atendem os clientes de forma rápida e automática, aumentando a conversão de vendas online e ajudando os lojistas a venderem cada vez mais. 

Já as conexões entre comerciantes e distribuidores é feita por meio de um marketplace.

Assim, os donos de estabelecimentos têm acesso aos melhores fornecedores, com a oportunidade de comparar preços e receber as mercadorias em até 24 horas. 

Troco digital

Outra novidade é o troco digital, que vem com o objetivo de simplificar as transações financeiras que envolvem dinheiro em espécie e mudar a forma como varejistas e consumidores trabalham com o dinheiro.

Essa tecnologia é integrada ao ponto de venda e o varejista consegue reverter moedas comuns de troco em moedas digitais, tudo diretamente no CPF do consumidor. 

A segurança também é fator importante para as empresas que querem crescer dentro do cenário tecnológico.

A Microsoft, por exemplo, disponibiliza recursos do Microsoft Teams que incluem notificações de privacidade, delegação de mensagens e câmera inteligente com compartilhamento seguro. 

Tenho acompanhado as notícias e recentemente, Jean-Philippe Courtois, vice-presidente-executivo da companhia, anunciou que irá disponibilizar gratuitamente a ferramenta Teams (plataforma unificada de comunicação e colaboração que combina chat, videoconferências, armazenamento de arquivos e integração de aplicativos no local de trabalho) para que os usuários possam trabalhar remotamente. Dessa forma, os riscos de contrair o coronavírus (covid-19) serão menores. 

As empresas estão de olho em tecnologias como inteligência artificial, soluções em logística, meios de pagamento, 5G, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), big data, nuvem, entre outras, para integrar serviços que proporcionem um dia a dia mais eficiente para varejistas e consumidores.

Mas todas essas tecnologias precisam estar alinhadas ao que realmente funciona para o desenvolvimento e crescimento econômico do nosso país. Cabe a nós continuarmos acompanhando essa transformação digital.

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