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Sua empresa está realmente preparada para o home office?

A transformação digital é necessária para um home office efetivo / Unsplash
A transformação digital é necessária para um home office efetivo / Unsplash

A pandemia da covid-19 e o isolamento social aceleraram a necessidade do trabalho em modelo home office e isso evidenciou que diversas empresas não estão preparadas para essa transformação.

O trabalho remoto é diferente do presencial e necessariamente exige estrutura física, compliance e cultura como principais pilares para sua viabilidade. 

Estamos num cenário que a cada dia é mais digital e a capacidade de acompanhar a tendência do mercado determina o sucesso ou fracasso das empresas.

A transformação tecnológica está aumentando gradualmente e já está em todos os segmentos, em maior ou menor grau.

As áreas de saúde, logística, educação, varejo e serviços são alguns dos exemplos, já que utilizam inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT, sigla em inglês), aprendizado de máquina, automação e outras inovações. 

Características necessárias

Guilherme Morais, da TOPdesk/ Divulgação

Segundo pesquisa recente divulgada pela consultoria McKinsey, as organizações líderes em transformação digital apresentam desempenho elevado e taxa de crescimento de até cinco vezes maior na comparação com as concorrentes.

Essas companhias se destacam em três aspectos:

  • na estrutura organizacional com papéis e responsabilidades claros,
  • na experimentação que envolve o incentivo à tomada de riscos e à criatividade, e
  • no foco da jornada do cliente, atendendo às suas necessidades e expectativas.

Enquanto isso, as empresas de menor maturidade digital desenvolvem práticas pontuais e de forma isolada. 

A transformação ainda se dá por conta de ferramentas físicas, como computadores, aplicativos, roteadores, smartphones, entre outros equipamentos.

Sabe-se que a estrutura é essencial e é parte do processo, mas o mais importante é engajar os colaboradores nesta jornada para que toda a tecnologia não se transforme em peso de papel.

De nada adianta os profissionais terem acesso às últimas inovações digitais se eles não estiverem preparados para utilizá-las.

Por esse motivo, boa parte das empresas acaba não conseguindo manter a produtividade nesse processo. 

Porém, para que o trabalho remoto funcione de fato é necessário que exista confiança no colaborador.

Trabalhadores de alto rendimento e muito disputados pelo mercado costumam prezar por liberdade, responsabilidade e confiança.

Quanto mais autonomia os funcionários possuem, mais engajados e satisfeitos com o trabalho, o que faz com que o cliente seja bem atendido e apresente altos níveis de satisfação. 

Além disso, em home office é preciso criar processos claros e alinhamentos frequentes.

Um bom exemplo do poder da transformação são as plataformas de service desk. Com elas, é possível organizar e padronizar as solicitações, endereçando cada uma delas para a área responsável.

Tudo está disponível para acesso, sendo alterado em tempo real. 

Pós-pandemia

Mas qual é o modelo ideal de trabalho quando a pandemia for controlada? 

A combinação do presencial com o home office tem se mostrado bastante eficiente.

O contato presencial é importante em determinados momentos, como na necessidade da interação com a equipe.

Porém, em outras situações, quando existem trabalhos que exigem concentração e introspecção, o modelo remoto será ainda mais natural do que é atualmente. 

As organizações brasileiras já estão com esse processo em curso e um parceiro de gerenciamento de soluções de tecnologia da informação (TI) pode auxiliar a trilhar o caminho tecnológico com vantagens de integração e solicitações, tudo realizado de maneira digital.

Quando uma companhia e seus funcionários estão acostumados a atuar em um ambiente burocrático, é muito difícil promover a transformação digital sozinho. 

A pandemia do coronavírus é uma ocasião propícia para que a transformação digital seja acelerada.

Aqueles que forem pioneiros nesse momento terão um grande diferencial competitivo por apresentar flexibilidade e resiliência e, quando essa questão for de fato superada pela sociedade, eles estarão preparados para o novo normal. 

  • Guilherme Morais é head de marketing da TOPdesk 

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