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Profissional de análise de dados assume protagonismo

A análise de dados será cada vez mais valorizada pelas empresas / Unsplash
A análise de dados será cada vez mais valorizada pelas empresas / Unsplash

O dado é o novo petróleo.

A frase cunhada em 2006 por Clive Humby, um matemático londrino especializado em ciência de dados, nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje.

Numa sociedade cada vez mais digitalizada, o uso correto e acurado das informações é fundamental para todas as organizações da sociedade, sejam elas públicas, privadas ou do terceiro setor.

E é nesse ponto que a qualificação constante do profissional que atua com a extração, a estruturação e a análise dos dados se faz de extremo valor.

Capacitação

Marcelo Levenstein, SAS Brasil / Divulgação

Isso se mostra ainda mais relevante em períodos de crise – como a que estamos vivendo agora em razão da pandemia do novo coronavírus.

Um estudo recente elaborado pela Economist Intelligence Unit, com o apoio do SAS, apontou que 64% dos executivos da América Latina acreditam que tecnologias de inteligência artificial e machine learning serão mais importantes na fase de recuperação dos seus negócios, e 70% deles afirmaram que soluções para gestão e governança de dados também serão fundamentais para a retomada das operações.

Isso significa dizer que, para grande parte das organizações, ter clareza sobre o uso de dados na tomada de decisão será fundamental no processo de recuperação.

Nesse ponto, os profissionais que atuam com ciência de dados terão de aprofundar suas habilidades para extração e análise de grandes quantidades de informações.

Todos os projetos e as estratégias de negócios das companhias passarão pela análise inteligente de dados.

Assim, cada vez mais esse profissional terá de dominar as técnicas.

E isso se dará de forma generalizada, sem se restringir apenas à área da tecnologia.  

À medida que a sociedade passa a fornecer cada vez mais informações, uma vez que as relações entre empresas, governos e sociedade civil se interconectam digitalmente, centralizar e estruturar essa grande massa de dados passa a ser mais desafiador.

Por isso a evolução das ferramentas de analytics exigem do profissional essa visão mais ampla de todo esse processo.

Um estudo da empresa de pesquisa IDC estima que, até 2025, um total de 175 zettabytes de dados serão gerados em todo o mundo.

Para dar uma dimensão, 1 zettabyte é o equivalente à capacidade de 75 bilhões de pen drives de 16 GB. 

Novas ferramentas

Ante esse cenário, dá para ter a noção de quanto o profissional apto a fazer o melhor uso de todos os dados disponíveis será demandado e valorizado – mais do que já é atualmente – pelas companhias.

A capacitação em analytics garantirá ao profissional espaço de destaque nos projetos de negócios e de políticas públicas.

O desafio, porém, é conseguir fazer com que os profissionais consigam acompanhar na mesma velocidade essa produção massiva de dados.

E, mais do que isso, consigam usá-los de uma forma gere resultados positivos.

O desenvolvimento contínuo de novas tecnologias faz com o que o profissional de análise de dados tenha constante evolução de suas capacidades e habilidades.

Computação em nuvem, internet das coisas, rede de telecomunicações de quinta geração (5G) e conexão conjunta de diversos dispositivos inteligentes.

Todo esse desenvolvimento incessante e rápido em inovação exige atualização permanente deste perfil profissional.

A obsolescência resultará em falta de assertividade em projetos que exigem exatamente o oposto.

Embora a evolução das ferramentas de analytics contribuam para que os profissionais que atuam com ciência de dados consigam extrair e fazer o melhor uso das informações, o diferencial de qualquer estratégia passará pelo toque desse especialista.

O papel que ele tem dentro de todas essas etapas ainda é o mais importante.

O olhar humano, capacitado e qualitativo, é o grande diferencial na transformação de dados em inteligência.

Qualificação

O momento atual traz uma grande reflexão sobre como períodos turbulentos na história da humanidade provocam uma reação que força o desenvolvimento tecnológico e a inovação.

O uso de dados e sua análise inteligente têm tido papel fundamental para combater a crise da covid-19.

Governos e empresas estão balizando suas decisões com base em dados.

E isso naturalmente leva a um aperfeiçoamento dos profissionais que conduzem a gestão dessas informações.

Técnicas como modelagem preditiva têm ajudado organizações públicas e privadas a prever cenários.

E isso passará a ser usado com cada vez mais frequência, mesmo após o fim da pandemia.    

E, para que as empresas consigam cada vez mais ser efetivamente centradas em dados, esse profissional terá de continuar buscando qualificação.

Não apenas nas particularidades que compõem as habilidades em ciência de dados, mas também nas correlações entre negócios, comportamentos sociais e impactos no ambiente.

Conseguir extrair dados que tenham em sua estrutura todas essas fotografias – e, a partir disso, gerar insights que gerem impactos positivos – é o que garantirá ao bom profissional de análise de dados um papel de protagonismo.

A fusão da crítica analítica com a visão de responsabilidade corporativa e social.

Essa é a qualificação que todo o especialista em ciência de dados deve buscar para si. 

  • Marcelo Levenstein é supervisor da área de Treinamento do SAS Brasil.

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