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Tecnologia ajuda a repensar espaços públicos e privados

Espaços: Nicolas Magnon, da Autodesk, escreve sobre a reabertura / Divulgação
Nicolas Mangon, da Autodesk, escreve sobre a reabertura / Divulgação

Em todo o mundo, governantes tem anunciado medidas para acabar com as contenções geradas pela pandemia e caminhar no sentido da reabertura – embora algumas nações estejam mais avançadas do que outras em relação a isso, estão todas discutindo o assunto de alguma forma.

Tanto no local de trabalho, quanto no transporte público ou em estabelecimentos comerciais, como lojas e restaurantes, o retorno progressivo da população às suas atividades diárias se faz necessário, ao mesmo tempo em que a prioridade é a saúde das pessoas.

Com isso, uma nova regra passa a valer: a do distanciamento social mínimo.

Imagine que aproximadamente 15 milhões de restaurantes ao redor do globo estão tendo que repensar as suas instalações, do dia para a noite, para garantir o cumprimento das novas regulamentações sanitárias.

Você já parou para pensar nisso?

Trata-se de um verdadeiro quebra-cabeça!

Inovação dos espaços

Atender aos desafios e requisitos desse novo momento requer ajustes grandiosos, muitas vezes de alto investimento, seja para repensar como passageiros estão se deslocando num aeroporto movimentado ou no transporte público, como para se adaptar ou  reinventar o design de espaços de trabalho, ou até mesmo  para reorganizar o fluxo de equipes num canteiro de obras.

No entanto, ao associar a engenhosidade humana a tecnologias baseadas na nuvem ou inteligência artificial, podemos reimaginar o mundo ao nosso redor com maior facilidade.

Graças a essas inovações, arquitetos, engenheiros e designers agora podem usar dados precisos relacionados a determinado contexto e criar simulações próximas à realidade desejada.

Entre essas tecnologias, vale mencionar algumas aqui:

Design generativo

É uma tecnologia que usa inteligência artificial e pode ser utilizada em projetos arquitetônicos para definir a quantidade de funcionários que podem se instalar ou circular em um determinado espaço de um escritório, por exemplo, respeitando as regras sanitárias e legais, bem como um layout que garanta um bom ambiente de trabalho.

O design generativo permite, entre outras coisas, projetar soluções indicando suas restrições, como espaçamento ou fluxo de ar para a máquina.

Parece uma equação complexa, não é? No entanto, inteligência artificial e nuvem exploram, otimizam e avaliam simultaneamente múltiplas soluções de design, ao mesmo tempo em que fornecem as informações necessárias para avaliar qual design terá melhor desempenho.

Software de simulação de mobilidade

Permite modelar o fluxo de pessoas se movendo em um espaço para entender melhor como essa circulação ocorre.

Assim, é possível compreender como seria um espaço se tivesse que se adaptar a uma redução de 50% no atendimento e também definir como as pessoas vão entrar e sair dessa área.

Simulação de dinâmica de fluidos

Permite que designers simulem digitalmente o fluxo de partículas do espirro de uma pessoa e adaptem seu design de acordo com os resultados obtidos, apontando qual seria a melhor configuração para o ambiente.

Se o espaço tem duas janelas distintas, por exemplo, o profissional vai conseguir simular como as partículas circulam no ar.

Futuro do mercado

A indústria de arquitetura e construção passou por uma grande transformação nos últimos anos em resposta às crescentes demandas de urbanização e planejamento urbano.

Agora, a crise da covid-19 está agindo como um acelerador de mudanças reais para esse setor.

Eu vejo isso como um alerta: estamos entrando numa era em que nossa capacidade  de  resiliência é desafiada, mas nos tornaremos nossa melhor versão para enfrentar os desafios de transformação do modelo de negócios.

E é nos momentos mais complexos que a inovação e a criatividade ganham força.

E então, você está pronto?

  • Nicolas Mangon é vice-presidente de Business Marketing & Strategy, AEC, da Autodesk

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