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Por que é importante que as PPPs participem do 5G

As prestadoras de pequeno porte (PPPs) têm sido responsáveis por levar a internet ao interior do país.

Sua participação no mercado de comunicações móveis de quinta geração (5G) foi considerada essencial pelos participantes do webinar Competição no 5G, realizado pelo inova.jor em 20 de outubro, com apoio da Americanet, que pode ser assistido acima.

Vitor Menezes, secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, e Vicente Aquino, conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), defenderam condições que permitam a participação das PPPs nos leilões da 5G.

Participaram ainda do encontro virtual Lincoln Oliveira, presidente da Americanet, e Luiz Tonisi, CEO da Nokia Brasil.

A nova proposta da área técnica da Anatel ainda precisa ser apreciada pelo conselho diretor, e incorpora diversos procedimentos sugeridos nas fases anteriores do processo.

Segundo Vicente Aquino, o bloco orientado para as PPPs passou de 60 MHz para 80 MHz, na faixa de 3,5 GHz, e as operadoras nacionais não deverão entrar nessa disputa.

O conselheiro lembrou que as PPPs já respondem pela terça parte dos acessos fixos da internet no Brasil.

“Além disso, não recebem subsídios diretos, e criaram um modelo de negócios que demonstra a viabilidade de levar redes avançadas de fibra óptica às regiões distantes e periferias de todas as cidades do Brasil”, destacou.

Ambiente para o 5G

Vitor Menezes, do Minicom, confirmou que o ambiente para 5G no Brasil está pronto e que há toda a regulamentação necessária para implementação da tecnologia, bastante madura no país.

“A questão da destinação de faixas, de compromisso de cobertura, a política pública para o 5G – tudo isso já existe. A maioria dos pontos para implementação do 5G no Brasil está pronta.”

Um aspecto que agrada particularmente às operadoras é o caráter não arrecadatório da licitação da 5G prometido pelas autoridades de Brasília.

“A forma como seriam licitados os 80 MHz, em blocos, atenderia muito bem a necessidade dos provedores”, disse Lincoln Oliveira, presidente da Americanet.

“Mas se o leilão for arrecadatório, as PPPs estariam fora. Se tivermos 10% em pagamento e 90% em obrigações, estaria de bom tamanho, uma vez que essas empresas já vêm fazendo investimento em fibra óptica nas pequenas cidades. Isso vem ao encontro de uma atualização tecnológica desses provedores e de um plano de continuidade para competir com produtos específicos.”

Lincoln Oliveira observou que as situações financeiras variam, mas que há fundos de investimento “de olho no que vai acontecer”.

Regionalização

Luiz Tonisi, da Nokia, depois de ouvir todas as informações apresentadas na webinar, resumiu a questão em três pontos básicos.

Primeiro, a existência das frequências; segundo, a certeza de que a licitação não terá formato arrecadatório; e, por fim, a finalidade do edital.

“É o edital do Brasil”, disse. “É a regionalização do 5G, são novos modelos de negócio. Não olhem o 5G só como um gasto econômico; é um investimento. Só vamos conseguir dividendos digitais ao conectar o país, ao criar novos modelos de negócio, permitindo que toda a criatividade do brasileiro seja usada e que, como país, consigamos produtividade e competitividade.”

O CEO da Nokia Brasil lembrou que está cada vez mais difícil seguir competindo em todos os setores, gerando emprego e levando educação de qualidade.

“Há cidade que não tem sequer uma escola; se for conectada talvez comece a receber aulas. Só no estado de São Paulo são 1.300 escolas rurais. 5G não é mais um G. É uma plataforma que vai dar ao Brasil grande competitividade e ganho de produtividade, além de inserção digital.”

Mas, para isso, reforçou, os dois primeiros pontos devem ser assegurados. “É preciso ter certeza de que o leilão não será arrecadatório, e sim por coberturas, para que a gente leve projetos para o Brasil inteiro.”

Para saber mais, assista abaixo à demonstração da rede experimental de 5G em Pindamonhangaba (SP), realizada em 26 de outubro pela Americanet e pela Nokia.

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