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Quais foram os melhores filmes de 2020

Num ano em que ficamos quase todo tempo impedidos de frequentar salas de cinema, a maior parte da lista abaixo foi vista no streaming.

Apesar de A vida oculta e O farol terem sido lançados fora do Brasil em 2019, saíram por aqui no começo do ano, e estão entre os últimos filmes que vi na tela grande antes do isolamento.

Feels good man, Shirley e O problema de nascer assisti na Mostra de Cinema de São Paulo, que funcionou muito bem online.

O festival É Tudo Verdade também, mesmo com faixas de horário para exibição de cada filme, o que dificultou um pouco. Foi onde vi Libelu.

Segue a lista.

1. Uma vida oculta

Melhores filmes: O camponês Franz Jägerstätter se recusa a entrar para o exército nazista / Reprodução
O camponês Franz Jägerstätter se recusa a se alistar no exército nazista / Reprodução

Católico, o camponês austríaco Franz Jägerstätter (August Diehl) se recusa a se alistar no exército nazista, durante a Segunda Guerra Mundial, por questões de consciência.

Uma vida oculta é um filme mais bem estruturado do que os que Terrence Malick vem fazendo nos últimos anos, apesar de quase três horas de duração.

É o último trabalho de Michael Nyqvist e Bruno Ganz. Dia desses eu vi o ótimo O amigo americano, no Mubi, em que Ganz faz um moldurista transformado em assassino por Tom Ripley (Dennis Hopper).

Nos últimos anos, Ganz passou a ser mais conhecido como o Hitler do meme, na cena tirada de A queda.

2. O lago do ganso selvagem

FIlmes: 'O lago do ganso selvagem' se passa em Wuhan, antes da pandemia / Reprodução
‘O lago do ganso selvagem’ se passa em Wuhan, antes da pandemia / Reprodução

Em O lago do ganso selvagem, Zhou Zenong, chefe de uma quadrilha especializada em roubar motos, mata um policial por engano, ao enfrentar uma gangue rival.

Com a cabeça a prêmio, é ajudado por Liu Aiai, uma das “belezas balneares”, prostitutas que trabalham à beira do lago que dá nome ao filme.

Tingido de vermelho e roxo, o suspense de Diao Yinan se passa na cidade de Wuhan, pré-pandemia do novo coronavírus.

Estava disponível no Mubi.

3. O farol

Filmes: Williem Dafoe e Robert Pattinson são os protagonistas de 'O farol' / Reprodução
Williem Dafoe e Robert Pattinson são os protagonistas de ‘O farol’ / Reprodução

O primeiro longa-metragem de Robert Eggers, A bruxa, é um dos melhores filmes de terror da década. O segundo, O farol, também.

Willem Dafoe e Robert Pattinson vivem dois faroleiros que enlouquecem ao trabalhar isolados numa ilha.

Apesar de ter como origem um fragmento escrito por Edgar Allan Poe, ‘O farol’ é lovecraftiano, ao mostrar terror e loucura que vêm do mar.

Filmado em preto e branco, adotou uma proporção de imagem quase quadrada, de 1,19 por 1.

4. Joias brutas

Filmes: Você compraria um Furby do Adam Sandler? / Reprodução
Você compraria um Furby do Adam Sandler? / Reprodução

Com o material certo, Adam Sandler é um grande ator.

Meu filme preferido do Paul Thomas Anderson é Embriagado de amor, estrelado por ele.

Os Meyerowitz, do Noah Baumbach, também tem Adam Sandler e é um ótimo filme.

Dirigido pelos irmãos Josh e Benny Safdie em Joias brutas, Sandler interpreta um joalheiro viciado em jogos, que tenta despistar os credores à espera de ganhar a próxima aposta.

Por aqui, estreou direto na Netflix.

5. Feels good man

Matt Furie criou o sapo Pepe, que virou meme político / Reprodução
Matt Furie criou o sapo Pepe, que virou meme político / Reprodução

Você viu o que fizeram com o sapo Pepe?

Se não viu, assista a Feels good man, que passou na Mostra de Cinema de São Paulo deste ano.

O documentário retrata a memeficação da política, mostrando como o personagem criado pelo quadrinhista Matt Furie foi adotado pela extrema direita nos Estados Unidos e se tornou símbolo de ódio.

Escrevi mais a respeito na época da mostra.

6. Shirley

Elisabeth Moss interpreta a escritora Shirley Jackson / Reprodução
Elisabeth Moss interpreta a escritora Shirley Jackson / Reprodução

Mais um filme da mostra: Elisabeth Moss ao interpretar a escritora de terror Shirley Jackson em Shirley, dirigido por Josephine Decker.

Talvez Jackson seja conhecida principalmente como a autora de A assombração da casa da colina, base da série A maldição da Residência Hill.

Seu conto “A loteria” causou polêmica quando publicado pela revista The New Yorker, ao narrar como uma pequena cidade dos Estados Unidos sorteava uma pessoa por ano para ser apedrejada.

O conto teve reação recorde de leitores, que escreveram à revista. Alguns acharam que era uma reportagem. Outros se incomodaram com a violência retratada pela autora.

A história do filme Shirley é ficcional.

Jackson e seu marido, professor universitário e crítico literário, recebem para morar por uns meses em sua casa jovens recém-casados, que são envolvidos nos conflitos do casal mais velho.

7. Ninguém sabe que estou aqui

Jorge García interpreta Memo em filme chileno / Reprodução
Jorge García vive personagem silencioso em filme chileno / Reprodução

Jorge García ficou famoso como Hurley, o personagem de boa da série Lost.

Em Ninguém sabe que estou aqui, filme dirigido por Gaspar Antillo, ele interpreta Memo, que quase não fala e mora com um tio numa ilha no sul do país.

Memo tenta deixar para trás a lembrança de que foi um cantor mirim de sucesso, mas não consegue.

É o primeiro filme chileno original da Netflix.

8. On the rocks

Rashida Jones e Bill Murray são os protagonistas de 'On the rocks' / Reprodução
Rashida Jones e Bill Murray são os protagonistas de ‘On the rocks’ / Reprodução

Ainda não vi a nova versão de O poderoso chefão 3. Mas quem tem idade suficiente provavelmente se lembra de quanto riram da Sofia Coppola, de como interpretou a filha de Michael Corleone.

Ninguém poderia imaginar que aquela adolescente que se tornaria a cineasta que se tornou hoje.

Desde a seu primeiro longa-metragem, As virgens suicidas, lançou uma série de filmes memoráveis, que culmina neste On the rocks, em que Rashida Jones e Bill Murray interpretam pai e filha.

É um filme original da Apple.

9. O problema de nascer

Filmes: 'O problema de nascer' trata de inteligência artificial / Reprodução
‘O problema de nascer’ trata de inteligência artificial / Reprodução

Dirigido por Sandra Wollner, O problema de nascer é um filme polêmico, que fez parte da Mostra de Cinema de São Paulo.

Conta a história de uma menina-robô de 10 anos. Apesar de chamar seu dono de pai, a relação dos dois está longe de ser uma relação de pai e filha.

O tema da pedofilia é o que chama mais atenção, mas o longa-metragem austríaco discute questões importantes relacionadas à inteligência artificial, como as definições de identidade e consciência, o funcionamento da memória e a ética na relação entre humanos e máquinas.

Sandra Wollner foi comparada a Michael Haneke. Mas me lembrei principalmente do drama Michael, dirigido por Markus Schleinze.

10. Libelu: abaixo a ditadura

Filmes: O documentário 'Libelu' venceu o Festival É Tudo Verdade / Reprodução
O documentário ‘Libelu’ venceu o Festival É Tudo Verdade / Reprodução

Um grupo de estudantes trotskistas chamado Liberdade e Luta (Libelu) desafiou a ditadura a partir de meados da década de 1970, e foi o primeiro a ter coragem de ir às ruas exigir “Abaixo a ditadura”.

O movimento surgiu na Universidade de São Paulo (USP) e se espalhou pelo Brasil.

O documentário Libelu: abaixo a ditadura conta essa história e entrevista participantes do movimento na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da USP.

Eu que era criança nessa época, lembro do jornalista Cadão Volpato principalmente como o cantor da banda Fellini.

É interessante saber que ele foi um dos líderes do movimento, ao lado do crítico gastronômico Josimar Melo, do cientista político Demétrio Magnoli, da jornalista Laura Capiglione, do economista Eduardo Giannetti e do jornalista Paulo Moreira Leite, entre outros.

O ex-ministro Antonio Palocci, líder da Libelu em Ribeirão Preto (SP), foi o único a dar entrevista em casa, pois cumpre prisão domiciliar.

Dirigido por Diógenes Muniz, venceu o festival É Tudo Verdade deste ano.

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