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Por que precisamos de automação de processos e soft skills

Automação de processos: Como máquinas e seres humanos podem ser aliados na TI / Unsplash
Como máquinas e seres humanos podem ser aliados na TI / Unsplash

A automação de processos é um capacitador altamente estratégico que proporciona agilidade, conforme as demandas mais complexas das empresas aumentam.

Mas, infelizmente, eu ainda vejo os times de TI envolvidos em processos manuais de infraestrutura que demandam muito tempo.

Estamos desconstruindo essa ideia de que, primeiro, devemos explorar a tecnologia e, depois, as habilidades humanas, quando, na verdade, é o contrário: primeiro exploramos o potencial humano e de negócios para, depois, considerarmos o contexto em que a tecnologia se aplica.

Com a aceleração da transformação digital, será cada vez mais necessário contar com a ajuda das ferramentas certas para que os profissionais estejam livres para pensar em estratégias, sem a carga administrativa.

Ainda mais levando em consideração a redução das equipes por causa do impacto da crise.

A automação tornou-se uma aliada no que diz respeito a focar no que é realmente importante para o crescimento do negócio.

Tarefas repetitivas, e até pesquisa, metrificação e monitoramento, podem e devem ser processos automatizados.

Hiperautomação

Claudio Tancredi, da Hitachi Vantara Brasil / Divulgação

O ano de 2021 tem tudo para ser o ano da hiperautomação, segundo o Gartner.

O que não significa que seremos substituídos pelas máquinas, mas que elas nos auxiliarão em tarefas físicas e digitais, com a automação de processos robóticos e aplicações de softwares de gerenciamento de negócios inteligente.

O objetivo é tomar decisões cada vez mais orientadas por inteligência artificial e liberar as equipes de TI para os trabalhos mais estratégicos.

Um dos resultados dessa hiperautomação é a criação de um gêmeo digital, ou seja, uma tecnologia que visa virtualizar um ambiente ou sistema físico para que a empresa simule cenários e gere valor agregado aos negócios.

As organizações que implementarem os gêmeos digitais evoluirão ao longo do tempo, melhorando sua capacidade de coletar e visualizar os dados corretos, aplicar as análises e regras, e responder efetivamente aos objetivos de negócios.

A implementação desta tecnologia está ligada a adoção de digital twin, que antes era algo restrito a companhias com grandes recursos que precisavam coletar, armazenar e analisar uma enorme quantidade dados.

Entretanto, com a popularização da inteligência artificial, machine learning (aprendizado de máquina) e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) essa tecnologia se democratizou em diversas empresas.

Na prática, uma aplicação de gêmeo digital pode receber dados em tempo real de objetos ou sistemas físicos e entregar simulações de como esses objetos e sistemas vão reagir a partir dessas informações.

Automação de processos

O desafio existe, e concentra-se em mapear todos os processos de TI para construir uma estrutura de divisão de trabalho, obtendo, assim, uma visão dos pontos de atenção no que se relaciona aos servidores, à conectividade e ao armazenamento de dados para saber como utilizar a automação em cada um deles.

Preciso destacar também que a cultura das empresas muitas vezes pode se tornar um fator limitador neste processo de modernização.

É necessário ter uma mudança não só de infraestrutura com a implementação de novas tecnologias, mas também de mindset.

Caso contrário, todos os investimentos podem ser em vão.

As empresas que querem participar da transformação digital não podem continuar fazendo as coisas da mesma maneira, usando as mesmas ferramentas, e esperando resultados diferentes.

É necessário trabalhar em uma mudança cultural com soluções diferenciadas para desafios que ainda não foram sequer imaginados.

E isso pode ser feito através de conexões criativas que combinem produtos atuais e futuros.

No nosso cenário atual, a inovação é quem faz a sociedade avançar cada vez mais; já em relação aos negócios, o fator determinante para o avanço é o alinhamento entre cultura, missão e valores.

Devemos considerar para 2021, as qualificações profissionais que farão diferença nestes projetos, que são: multidisciplinaridade; autonomia; percepção de urgência; visão sistêmica; capacidade de análise de dados; inteligência emocional e proatividade.

As empresas que conseguirem conciliar a automação de processos; o alinhamento entre cultura, missão e valores; e o aproveitamento das habilidades estratégicas dos profissionais de tecnologia estarão aptas a acompanhar as inovações disruptivas que estão por vir.

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