inova.jor

inova.jor

Quais são os desafios de implementação da O-RAN

Com o 5G, crescem as discussões sobre O-RAN / Unsplash
Com o 5G, crescem as discussões sobre O-RAN / Unsplash

As discussões em torno do 5G fazem com que as discussões sobre O-RAN (sigla de Open Radio Access Network ou rede aberta de acesso via rádio) também ganhem espaço entre empresas, operadoras e entidades do setor de telecomunicações.

Isso porque as possibilidades trazidas pela O-RAN são inúmeras e por isso elas são consideradas a próxima geração de infraestrutura de redes sem fio.

Entretanto, a implementação dessas redes traz alguns desafios que precisam ser analisados e testados com cuidado.

O que é O-RAN?

Everton Souza, da VIAVI/ Divulgação

Uma RAN oferece acesso de rádio e auxilia na coordenação de recursos de rede em dispositivos sem fio, já os dispositivos se conectam à rede celular por meio de conexões LTE ou 5G.

A arquitetura O-RAN é a base para a construção de uma RAN virtualizada em hardware aberto e nuvem, com controle de rádio alimentado por inteligência artificial (IA).

A O-RAN ressalta os objetivos de desempenho de RAN para 5G simplificados por meio de atributos comuns de eficiência, inteligência e versatilidade.

Uma RAN aberta implantada nas extremidades da rede beneficiará aplicações 5G, como veículos autônomos e a internet das coisas (IoT), suportará casos de uso de segmentação de rede de forma eficaz e permitirá atualizações seguras e eficientes de firmware por via aérea.

Desafios

Um dos principais desafios do O-RAN é que, por ser um ecossistema aberto, existem muitos fornecedores envolvidos, o que pode levar à tentativa de isenção de responsabilidades quando a identificação de um problema for inconclusivo.

No modelo de fornecedor único, a responsabilidade é estabelecida e o isolamento e solução de problemas são gerenciados por meio de uma estrutura de comando estabelecida.

Essas complicações de identificação de problemas e isenção de responsabilidade podem levar a atrasos nos cronogramas e comprometer a eficiência das redes.

Além disso, a interoperabilidade flexível em RAN aberta também traz desafios para os testes e a integração. Para cumprir a promessa de despesas operacionais (opex) reduzidas e custo de aquisição (TCO) da O-RAN, as operadoras devem assumir a responsabilidade por elementos desagregados de vários fornecedores e garantir que estes operem em conjunto para manter os padrões.

Para garantir a perfeita implementação da O-RAN é necessário utilizar de ferramentas que atendam do laboratório ao campo. Isso inclui envolver, no nível de componentes, os testes, avaliações de combinação de fornecedores para validar função, desempenho, robustez e resiliência de combinações específicas e testes de conformidade de protocolo para interfaces abertas.

A avaliação holística de combinações múltiplas e testes no nível de sistemas é essencial para o sucesso e a conformidade com as especificações da O-RAN.

  • Everton Souza é engenheiro de Soluções Wireless da Viavi

Publicações relacionadas

Leonardo Framil, da Accenture, conversa com o inova.jor

Accenture: ‘Negócios tradicionais estão em risco’

O que aconteceria se a Amazon ou o Uber resolvesse entrar no seu mercado? Em entrevista ao inova.jor, o presidente para o Brasil e América Latina da Accenture, Leonardo Framil, fala sobre como as empresas podem se preparar para as mudanças trazidas pela transformação digital.

Leia mais »
Renato Cruz conversa sobre segurança digital com Mário Rachid, da Embratel, e Rogério Reis, da NEC / Divulgação

Start Eldorado: Como garantir a segurança digital

Manter a segurança digital é um desafio cada vez maior com o crescimento da internet das coisas. Na quarta-feira (21/3), conversei com Mário Rachid, diretor executivo de soluções digitais da Embratel, e Rogério Reis, diretor de operações de segurança da NEC, no Start Eldorado. Você pode ouvir o programa abaixo: Quando[…]

Leia mais »